O Brasil sempre foi e continua sendo um país muito acolhedor de todas as raças, especialmente o italiano, cuja migração para o nosso país foi muito intensa.
Além de trazer o uso e costumes, ainda trouxeram com eles as abelhas italianas, socialmente originárias do sul da Europa, cujas operárias medem de 12 a 13 mm de comprimento.
Versando sobre a característica do povo italiano, quando fala em uma de suas estrofes: “Itália bela mostra-te gentil e os filhos teus não abandonarão/senão eles vão todos para o Brasil”. Lindo! Lindo! Lindo! Inclusive as abelhas.
Mas a tendência dos costumes é coisa que o italiano, e só ele, sabe fazer e usar: a pizza e a degustação de um bom vinho – por isso, que as abelhas são também do mesmo gene, em apreciar a gostosura da cerveja brasileira.
Um dedicado professor de Literatura e História, grande apreciador da natureza, comungando com seu empirismo e habilidade derivada da experiência prática, passou a observar o comportamento das abelhas italianas numa estância recreativa quando por lá passou, no estado do Tocantins, no lugar batizado de São Bento.
Sentado numa das mesas do ambiente campestre, pediu uma cerveja para tomar. Depois de ingerir alguns goles, completou o copo e foi ao riacho tomar um banho rapidamente.
Quando voltou à mesa, o copo estava vazio. “Hum! Quem bebeu a cerveja que deixei no copo?”, perguntou-se. Mas notou que no fundo copo tinha algumas abelhas agonizando de bêbadas.
Diante da dúvida, encheu outro copo de cerveja e se escondeu atrás de um pé de jatobá e passou a observar o comportamento das bichinhas. Não deu outra, chegaram e devoraram o líquido da cevada maltada, fazendo uma verdadeira farra e ficaram todas embriagadas.
Para o professor, foi um triunfo detectar o tanto que as abelhas italianas gostam de beber cerveja.
Só espero que esse escrito não tenha a repercussão sobre o fato, como foi o do texto sobre o “urubu que come pequi”.
E o conceito do professor, logicamente, é de que “Quem não bebe não vê o mundo girar.” Então, as abelhas estão certíssimas!
Se a solidão está lhe maltratando e faz você beber para esquecer e não tem companheira, não se apoquente. Chame as abelhas italianas para a mesa, junte-se a elas e tome aquele porre! Lembrando: “Se beber não voe, e o solitário não dirija.”
Edição Nº 14251
ABELHAS EMBRIAGADAS
Nelson Bandeira
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