A Frente Popular Pró-Maranhão do Sul não está dormindo, mantém as articulações visando convencer os responsáveis pelo sim. No momento em que conseguir, partirá para o povo, o que deverá acontecer no final deste mês. Contatos estão sendo feitos para a realização de um grande encontro em Imperatriz com as presenças de deputados federais, senadores e estaduais.
O deputado Dr. Pádua (PP) desmascarou o líder da Oposição, Marcelo Tavares (PSB), em discurso sobre a visita aos hospitais da rede estadual, na última quarta-feira. Desde a visita, em que foram apenas deputados de oposição, acompanhados do deputado federal Domingos Dutra (PT) – na tentativa de gerar um fato negativo contra o governo Roseana Sarney (PMDB) –, Tavares tem recebido críticas de que agiu passando por cima da instância natural para estes casos, que é a Comissão de Saúde.
O socialista tentou justificar dizendo que a comissão não se reúne, o que não é verdade. Segundo Pádua, o grande problema na Comissão de Saúde é que os deputados não comparecem, inclusive vossa Excelência (Marcelo Tavares). “É preciso que os deputados tenham consciência que a Comissão de Saúde para funcionar é preciso que os colegas compareçam nos trabalhos”, disse o Dr. Pádua, que é presidente da Comissão de Saúde.
Médico de formação, Pádua fez uma contundente explicação sobre o sistema de Saúde, que o líder oposicionista tentou reduzir à construção e manutenção de hospitais. E foi mais longe em afirmar que “saúde é muito mais do que hospital. Precisamos ver o problema dos acidentes de trânsito, que demandam muitos leitos no estado, o que é um problema sério. Nós precisamos ver o problema da diabetes, da hipertensão, que hoje é o maior problema que existe no Maranhão”, explicou o parlamentar.
Quando os três desembargadores que pediram vista da Adin da OAB que é contra a criação de novos municípios pela Assembleia Legislativa devolverem o processo ao Tribunal de Justiça, o Pleno terá que ter um mínimo de 16 desembargadores na sessão. Coisa difícil de acontecer.
Este número equivale ao total de participantes da primeira sessão do julgamento, que vale para todas as demais referentes ao caso. Dos dezesseis, oito têm que estar, obrigatoriamente, entre os que votaram na primeira vez. No total, dez desembargadores ainda podem votar no caso.
Para ser aprovada, a Adin precisa ter mais cinco votos – o placar atual está 8 a 6 em favor da OAB. Isso porque a Adin só é considerada aprovada se atingir 13 votos – metade mais um do total de desembargadores. Mas não é obrigatório que estes 10 desembargadores que ainda não votaram estejam presentes no plenário.
Pode ser, por exemplo, que quando retornarem ao julgamento, apenas dois – ou três que sejam – destes desembargadores pendentes participem da sessão. Neste caso, mesmo que todos votem a favor da OAB, a Adin estará rejeitada.