Hélio Santos sentiu cheiro de armação no ar quando o PSDB decidiu abrir vaga na Câmara para quem está brigando na justiça pelo seu mandato, Weverton Rocha. Com o processo em andamento, Santos temeu que estaria perdendo espaço e o cargo, tendo em vista que o ex-secretário do governo Jackson iria mostrar serviços e apressar o julgamento da ação.
Com isso, decidiu mudar para um partido novo, com proteção e a certeza de que não perderá seu mandato. Foi esse o motivo principal para ele deixar o ninho tucano. Pensando bem, agiu certo e na hora certa. Mesmo em primeiro mandato, o deputado mostrou experiência em articulação.
E mais: Hélio Santos será mesmo candidato a prefeito na sucessão do primo, Ildemar Gonçalves, conforme revelou em reunião com seu grupo político na quinta-feira para transmitir a sua decisão de trocar de partido.
Não há porque o PSDB ficar com beicinho. Os líderes da sigla deveriam ter feito o comportamento que estão exigindo do seu então filiado. Ou seja, deveriam ter conversado com o parlamentar, discutido a questão, e aí, sim, fazer o que deveria fazer sem prejuízo ao seu representante deputado.
Moradores da pacata Montes Altos, de repetente, se viram envolvidos no noticiário policial com o registro de inúmeros crimes. O último, o estupro em uma índia por um branco. Aliás, está na hora de a Funai e a Polícia Federal iniciarem uma varredura por estas aldeias a fim de retirar os brancos infiltrados e, em sua maioria, fugindo da lei.
Dois dias de intensa articulação nos bastidores da região tocantina por conta do encerramento do prazo de filiações e transferências de domicílios. Claro que, no caso de filiados, os partidos terão ainda uma semana para informar suas listas. No entanto, para quem é filiado e pretende mudar de partido, o prazo vence hoje, assim como o pedido de residência em outra cidade. De olho em nomes capazes de formar uma base política forte, os grupos estão caindo na capoeira para assegurar conquistas.
E deve voltar. Assim é como o microempresário Francismar Bahia deverá se comportar. Levado pela emoção e amizade, esteve no PRB, contudo ontem pela manhã manteve contato com o dirigente do Democratas. À tarde, teria reunião para acertar possível retorno ou manter a filiação no 10.
Agora, o vereador Chagão deverá ser chamado de Chagão do PSD ou retornar ao nome antigo de Chagão do Açougue. Ele assinou ficha no partido, que é comandado em Imperatriz pelo deputado Antonio de Pádua e tem na presidência seu colega Hamilton Miranda. Situação delicada para Miranda, que não terá o controle sozinho e tampouco poderá tomar posições isoladas. Terá que consultar Pádua.