Fora da Pauta

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Candidatos

Durante a sessão de julgamentos da última quinta-feira, o Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reafirmou jurisprudência no sentido de que apenas candidatos são partes legítimas para responder a processo por compra de votos.

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Compra

A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, destacou que esse crime está previsto no artigo 41-A da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) e que as hipóteses elencadas pela norma descrevem ações que ocorrem entre o candidato e o eleitor: doar, oferecer, prometer ou entregar bem ou vantagem a pessoa com a finalidade de obter o seu voto. Dessa forma, a lei estabelece como sanção a aplicação de multa ou cassação do registro ou diploma do candidato que tenha se beneficiado da irregularidade. Essa sanção, portanto, não pode ser aplicada a um terceiro envolvido em ...

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Votos

Para a ministra, a jurisprudência do TSE vem se alinhando com a interpretação segundo a qual se uma terceira pessoa, em nome do candidato, pratica a compra de votos, poderá responder por abuso de poder econômico ou corrupção, mas não por captação ilícita de sufrágio prevista na Lei das Eleições.

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Perder? Só ganha

Se os membros da executiva municipal do PDT analisarem o quadro sucessório como ele se apresenta neste momento, verão que o melhor caminho a seguir será o de se apresentar como candidato próprio a prefeito. O deputado Carlinhos Amorim, nome mais credenciado para esta missão, sabe disso e o panorama lhe é favorável, só que precisa do apoio de todos e não apenas individual ou interesse próprio. Como deputado, não terá prejuízo algum; ao contrário, vai permanecer e marcar presença na eleição.

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Perder

O que o deputado e o PDT terão a perder nesta discussão e não indicar um candidato próprio? Muito, pois continuarão sendo sombra e coadjuvante, nos dois sentidos. Partido e deputado, que para os olhos da população vai continuar sendo afilhado e, portanto, preso ao cordão umbilical. Até mesmo para os pré-candidatos a vereador, a situação ficará preta e dependendo da boa vontade do candidato que o partido apoiar.

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Ganha

Decidindo por uma candidatura própria, a soma dos ganhos será maior. O deputado e o partido mostrarão sua independência; brigará pela prefeitura do segundo mais importante município do estado, como deseja a executiva nacional com chances de conseguir o objetivo; poderá atrair outros partidos fortes, como PCdoB e PSB, cujas lideranças estaduais já manifestaram este desejo; atrairá apoios maiores para os candidatos a vereadores e, finalmente, assumirá a condição de liderança política em Imperatriz.

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Chances

Eleitoralmente, as chances de vencer são grandes. Para crescer, um político precisa mostrar determinação, vontade e analisar o nível da campanha a que pretende encarar. Imagine, então, como ficarão as coisas a partir do dia 7 de julho, data na qual os partidos deverão receber o ok da Justiça Eleitoral sobre o pedido de registros de candidatos e na lista estará fora Ildon Marques? Para onde irão os seus simpatizantes?

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Espólio

Nesta possibilidade - que ainda existe - já está claro que os simpatizantes do ex-prefeito não apoiam o atual prefeito. Então, a quem caberá o espólio político dele? Rosângela? Ribinha? Todos marinheiros de primeira viagem. Claro que há uma grande chance de buscar outro nome e Carlinhos, que tem uma parcela boa de simpatizantes, poderá somar os seus e ampliar a condição eleitoral. Afinal, ele mantém um percentual considerável de votos nas suas últimas eleições.

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