Quero pedir desculpas aos leitores da coluna para fazer algumas considerações sobre críticas que estão partindo de quem deseja o fim da Sociedade Imperatriz de Desportos, o Cavalo de Aço. Não existe dono no time, que ainda está longe de ser um clube. Existem, sim, pessoas preocupadas em não deixar que seja entregue a quem não tenha condições de mantê-lo em atividade.
Como presidente do Conselho Deliberativo, tenho tomado todas as precauções no sentido de que o clube mais tradicional da região não siga o caminho do outrora Tecão Maravilha, o saudoso Tocantins Esporte Clube, que - exatamente pela falta de quem tivesse este cuidado - simplesmente foi riscado do mapa do futebol estadual. Nesses últimos dez anos, o saldo tem sido positivo. Se não ganhamos o que poderíamos, pelo menos nos mantivemos entre os principais times do estado.
Desde 2003, quando assumi pela primeira vez a presidência da equipe com as saídas de Humberto Castro (depois veio a falecer), Antonio Pereira Borges e Francisco Almeida, adotei a postura de mesmo que não seja a galope, como queremos, o Cavalo de Aço sempre estará na cola das grandes conquistas. E avançamos.
Basta lembrar que, mesmo querendo, não tive e tampouco tenho condições de continuar na presidência do time e procurei parceiros para assumirem, como Eduardo Queiroz, depois Nilson Takashi (campeão 2005), Léo Cunha, que durante o primeiro mandato por pouco não colocava a equipe na segunda divisão nacional, Carlos Eduardo e Edvaldo Cardoso, que agora concluiu o mandato tampão da segunda gestão do Léo Cunha.
O incrível é que, quando chega o final da temporada, surgem os críticos que durante todo o ano não apoiam. Lembro-me de dois: um lojista, que também escreve, e um empresário. Ambos choraram em reuniões sobre o time e simplesmente deram as costas quando foram procurados. Mas sentem-se no direito de ficar atacando. E mais: esses presidentes estão aí para confirmar ou desmentir - nunca dei palpite ou pedi nada a eles, apenas que o time fosse bem nas competições.
Feitos esses esclarecimentos, quero aproveitar para informar que aqueles que reclamam o fato de não poderem ser diretores, o estatuto não foi feito por mim. Se querem ser diretores ou conselheiros, basta adquirirem cotas de sócio contribuinte, pagando sua joia, simples assim. E, para finalizar, aqueles que desejam o fim do Imperatriz podem começar a mudar de assunto. Não são torcedores do Cavalo de Alço, mas sim de outros times, e querem que ele seja extinto. Mas, enquanto Deus me der forças, isso jamais acontecerá. No mais, a carruagem passa e os cães ladram.
Só para não colocar mais lenha na fogueira neste tema, ontem um peemedebista, daqueles que não ficam calados, comentou que o grande problema do partido em indicar um nome para o primeiro escalação da prefeitura é exatamente a falta de um. Ou seja, falta dentro do quadro atual do partido nome com potencial para assumir o cargo. Com isso, as coisas ainda estão engatilhando. Antonio Leite já disse que não quer e outros dois nomes recusaram. Sobrou quem?
Quem poderia ser indicada só aceita se for na Sedes, lugar que dificilmente Madeira irá mexer. A vereadora reeleita Fátima Avelino, que conhece como poucos a Secretaria de Ação Social, aceitaria o cargo pela indicação do seu partido. E seria, inclusive, uma boa até para o prefeito, que poderia abrir vaga para Alberto Souza.