“O sucesso não subiu à minha cabeça. Mas é claro que não tem como ser a mesma pessoa de 15 anos atrás, quando comecei, em se tratando de compromissos, de poder estar em qualquer lugar. O artista deve preservar a imagem. Não desfazendo de locais, mas a gente tem que preservar a imagem. Temos que encarar a profissão com ética e abrir mão de várias coisas para atingir o sucesso. O padre, para exercer a profissão, faz o voto do celibato, ou seja, não tem relação sexual com mulher e fica confinado durante seis anos ou mais se dedicando à igreja, a Deus, para ser padre. Um médico se dedica seis ou sete anos numa universidade, estudando, quebrando a cabeça, abrindo mão de alguma coisa. Poderia estar na balada, mas preferiu estudar, para conquistar seu espaço. Então, a gente tem que abrir mão de algumas e essa luz Deus me deu no início da minha carreira. Se não tivesse aberto mão de algumas coisas, não teria esse respaldo e a aceitação do público; essa força, essa energia e essa vontade de cantar para esse povo maravilhoso. E continuo com as mesmas raízes, conheço as mesmas pessoas. Sou o mesmo cara”.
Edição Nº 14172
Sucesso
Lima Rodrigues
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