Gosto de beber bastante água e de muito banho, mas em praia e mar, só fico onde vejo crianças e idosos. É entrar, mergulhar e sair. Tenho medo d’água. De navio então nem pensar. E olha que fui criado nas barrancas do Tocantins remando canoa ainda criança e nadando nas águas fortes do rio que corta Imperatriz. Mas fui crescendo, crescendo (até lembra uma música do Peninha) e fui ficando com medo d’água. Diz o ditado popular “que água não tem cabelo”. Agora, acompanhando dia e noite na imprensa escrita, falada e televisada, a angústia que milhares de pessoas passaram na Itália, quando o mais moderno navio de Cruzeiros do mundo naufragou, é que não pretendo mesmo visitar algum navio, mesmo com tudo pago...
Que o diga o engenheiro civil João Squeff, um dos brasileiros a bordo do navio que naufragou na costa da Itália. Ele disse à imprensa brasileira, ao desembarcar no domingo no aeroporto internacional de Brasília, que viveu uma das experiências mais terríveis de sua vida. Ele estava acompanhado da mulher, Roselane, e dos dois filhos, Ayke, 18 anos, e Krystal.
O cruzeiro levava cerca de 4,2 mil pessoas e tombou na noite de sexta-feira (13), perto da Ilha de Giglio. A maior parte dos passageiros era proveniente da Itália, da Alemanha e da França. Também havia 53 brasileiros a bordo, sendo 47 passageiros e seis tripulantes. Segundo o Itamaraty, todos os brasileiros sobreviveram. Até o início da tarde, eram contabilizadas cinco mortes devido ao naufrágio. (Com informações da Agência Brasil)
Edição Nº 14305
Medo de água
Lima Rodrigues
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