“A duplicação do sistema norte de Carajás, um projeto que inclui a Estrada de Ferro de Carajás e o Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, é um dos trunfos da Vale para aumentar as exportações de minério de ferro. Os investimentos em logística vão permitir que o transporte do produto passe das atuais 130 milhões para 230 milhões de toneladas por ano. A expectativa é que a duplicação, considerada um dos projetos estruturantes para o desenvolvimento do Brasil, gere efeitos em cadeia para a economia do Pará e do Maranhão”.
“Mas há problemas. Reivindicações de comunidades remanescentes de quilombos no Maranhão, que já são cortadas pela ferrovia, conseguiram fazer com que a Justiça bloqueasse um trecho da obra e determinasse a negociação entre a Vale e os moradores”. (...)
“O projeto de duplicação da Estrada de Ferro Carajás prevê a implantação de 625 km de novas linhas férreas, a remodelação de 224 km de linhas existentes, com a substituição de trilhos e dormentes de madeira por outros de concreto, além de 46 pontes ferroviárias, viadutos e passarelas”.
“O Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, no Maranhão, ganhará mais de 120 km de trilhos. O ramal do Sudeste do Pará, que vai interligar à mina de Canaã dos Carajás, outros 100 km de extensão. Os investimentos chegam a US$ 2,9 bilhões. Só este ano há previsão do aporte de US$ 1,289 bilhão”. (...) (Fonte: Valor Econômico)
Edição Nº 14241
Deu no jornal VALOR ECÔNOMICO
Lima Rodrigues
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