Leó, queria melhorar o estabelecimento, para aproveitar o movimento que estava surgindo. Aí foi lá no Bar do Gago, que ficava no ponto onde hoje funciona uma loteria na Praça de Fátima (na Dorgival Pinheiro de Sousa, esquina com a Simplício Moreira).
- Seu Manoel me compre aquela geladeira do Gago por 40 mil cruzeiros.
-Tá ficando doido rapaz?! disse seu Manoel, mas ao final acabou comprando a geladeira e Leó fez o pagamento em suaves prestações.
Aí Leó começou a vender refrigerante, cerveja, e o movimento do bar só foi aumentando. “Fui a Belém contratei um jovem que trabalhava numa sorveteria e ele passou a fazer picolé e sorvete no Muiraquitã. O picolé saia rápido e não dava para quem queria”, lembra.
O jovem ganhava 40 contos e Leó ofereceu o dobro. “Se tu gostar tu fica, se não gostar você volta. A passagem está aqui, disse Leó ao jovem paraense Richard. O rapaz veio e contribuiu bastante para o sucesso empresarial de Leó, especialmente porque foi no período em que começou a pavimentar a Belém-Brasília. “Era muita gente querendo sorvete. O seu Manoel Ribeiro não viu o sucesso do bar porque ele morreu antes disso”, lamenta.
O cinema estava fechado. Tinha uma máquina pequena e aí Leó foi a Belém e comprou uma máquina grande, em sociedade com o Augusto Moreira (já falecido). O Cine Muiraquitã funcionou até meados de 1969. “Me tiraram de lá e fui montar as máquinas no Cine Celimar, onde é hoje o Posseidon Hotel”, lembra, meio chateado Leó. Ele andou montando as máquinas de filme também em Araguatins, Tocantinópolis e Estreito.
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