Desempregado, ainda em 1964 foi trabalhar numa loja de tecido em Belém, “porque ao sair das Pernambucanas não queria ir trabalhar numa loja pequena da cidade. Tinha vergonha”.
Depois mandou a buscar a mulher, mas Maria Antônia não se adaptou na capital paraense. “Aqui ela lecionava para filho de gente rica. Se o menino não aprendia nada na escola, aprendia com ela. Maria Antônia não gostou e quis voltar logo para Imperatriz. Ele ficou lá trabalhando na loja e ela veio embora, mas o emprego durou apenas 9 meses e ele acabou voltando para Imperatriz.
Ele chegou na cidade sem saber o que ia fazer. O Bar Muiraquitã estava fechado. Era do Sr. Manoel Ribeiro, e Leó resolveu procurar o empresário, que era dos homens mais ricos da região à época.
- Seu Manoel bom dia...
- Bom dia!
- Eu vim aqui porque quero alugar seu bar, o Muiraquitã.
- Mais um bêbado irresponsável vem pedir para trabalhar naquele bar. Já aluguei para outros dois aí e quase me matam. Eu fechei aquela m.....e vou encher o salão de algodão, disse seu Manoel Ribeiro.
Quando Leó ia saindo, seu Manoel mudou de ideia:
-Volta aqui rapaz. Você tem alguma coisa para dar de entrada, perguntou o empresário.
- Não tenho não. Só tenho a cara e a coragem, respondeu firme e forte o destemido Leó.
- Vou te arrendar o bar, mas tu tens que entrar de sócio com o João do Sesp. (Que já havia alugado o bar antes e não havia dado certo).
O jovem João trabalhava na antiga Sucam e de vez em quando aplicava injeção no seu Manoel Ribeiro. Era amigo dele.
- Vou te vender umas caixas de São João da Barra e outras bebidas para você abrir o bar.
Como o bar estava desativado há algum tempo, o ferrugem já tinha acabado com a geladeira e o balcão frigorífico. Para felicidade de Leó, pouco tempo depois começou a construção do Banco do Brasil na antiga praça Marechal Castelo Branco, hoje Praça da Cultura.
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