Mais um profissional de imprensa morre na labuta. Agora, foi o cinegrafista da TV Bandeirantes, Gelson Domingos, que morreu em um tiroteio no domingo pela manhã durante operação da Polícia Militar em um morro do Rio de Janeiro.
É preciso mais cautela por parte dos jornalistas na cobertura destas operações policiais e mais segurança a ser oferecida tanto pelas emissoras de rádio e TV e jornais como pela própria PM aos profissionais que estiverem destacados para estas coberturas.
Já cobri operações da Polícia Federal de combate ao narcotráfico na Amazônia, como em Tabatinga, Letícia e São Gabriel da Cachoeira, entre outras, onde até para os jornalistas irem almoçar ou jantar num restaurante eram protegidos por forte esquema de agentes armados. E havia orientação até aonde avançar.
Em alguns países ser jornalista pode significar correr risco de morte diariamente. Cerca de 60 jornalistas morrem por ano no mundo em coberturas jornalísticas. Em 2009, este número chegou a 73. O México é o país onde mais se mata jornalista, seguido de Honduras e Paquistão.
Matéria publicada pela Agência Estado recentemente informa que “cinquenta e nove jornalistas foram mortos por seu trabalho no primeiro semestre deste ano”, com base em dados da entidade Press Emblem Campaing, uma organização não governamental sediada em Genebra. Até o mesmo período no ano passado, haviam sido registradas 53 mortes.
No texto da Agência Estado, há até a citação de um imperatrizense. Diz o texto: “...No balanço da entidade, o jornalista brasileiro vitimado neste ano foi Clovis Silva Aguiar, morto a tiros em 24 de junho. Conhecido como “Cachorrão”, Aguiar trabalhava como radialista e cronista esportivo em Imperatriz, no Maranhão”.
O texto da Agência Estado finalizando dizendo: “No ano passado, um recorde de 122 jornalistas foram mortos por causa de sua profissão. Em 2008, esse número foi de 91, segundo o grupo, que mantém um levantamento dessas mortes em seu site HYPERLINK “http://www.pressemblem.ch/”www.pressemblem.ch. As informações são da Dow Jones.
Edição Nº 14246
Análise do fato
Lima Rodrigues
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