Na quarta-feira passada, O Progresso publicou uma matéria de minha autoria sobre a crítica situação da rodovia Transamazônica nos primeiros 14 quilômetros logo após a ponte que divide os estados do Tocantins e do Pará. Na quinta-feira, recebi informação que passageiros de ônibus e motoristas ficaram algumas horas no local esperando uma carreta ser puxada do local para prosseguirem a viagem com destino a Marabá e outras cidades do Pará. Ontem, o trecho continuava ruim, para desespero dos motoristas.
Para você que não a leu a matéria na quarta-feira, veja um resumo do texto:
É sofrível a situação dos motoristas que trafegam pela rodovia Transamazônica no trecho que nunca foi asfaltado por motivos nebulosos entre o posto fiscal do Araguaia, já no estado do Pará, depois da ponte da divisa do Tocantins com o Pará e o município paraense de Brejo Grande. Bastou apenas caírem as primeiras chuvas na região para que partes da rodovia – sem asfalto – se transformassem em um verdadeiro Deus nos acuda para os motoristas, especialmente os de caminhões e carretas.
Em dois trechos os caminhões e carretas só sobem a ladeira puxados por trator. Além de a ladeira ser empinada, há muitos buracos na área por causa da chuva e isso acaba provocando excesso de lama, e com lama os veículos pesados patinam, atolam e não conseguem trafegar.
Ninguém sabe explicar o que houve naquele trecho. Há comentários de que alguém levou uma grana e o asfalto (nos 14 quilômetros) não foi concluído de Marabá até a beira do Araguaia, mas para se saber a verdade sobre a denúncia é preciso uma investigação mais profunda. (...)
Para o motorista da Transbrasiliana - uma empresa pioneira no transporte de passageiro nos estados do Maranhão, Tocantins e Pará - José Alves Pereira, que trabalha na empresa há quatro anos, “é cruel a situação dos motoristas e todos sofrem demais com a situação daquele trecho da rodovia”. José Pereira, que tem 42 anos e há 17 trabalha como motorista profissional, teve equilíbrio, profissionalismo e tranquilidade para conduzir o ônibus pelo lamaçal e não ficar atolado. Ele foi elogiado pelos passageiros, já que teve motorista de ônibus que deu meia volta e foi procurar outro destino para chegar a Imperatriz ou a Marabá.
É preciso que o governo do Pará e os deputados estaduais, federais e senadores resolvam o problema da falta de asfalto no trecho entre o posto fiscal do Araguaia (PA) e a cidade de Brejo Grande, também no Pará. Os motoristas agradecem.
Se as chuvas estão só começando, imagine quando janeiro chegar...

Um abraço a todos e até a próxima semana.