Qual será o peso do PSDB nas próximas eleições? Percebe-se uma intensa movimentação entre políticos buscando o enquadramento do partido. O presidente atual chegou a afirmar que o partido poderia firmar fileiras com quem assegurasse a reeleição dos seus deputados. Sem dúvida, uma colocação infeliz que no mínimo mostra além da fragilidade, a insegurança tucana com relação a votação que seus membros poderão receber. Mas que é ruim (essa é a pior bancada que a legenda já teve na Câmara Federal) poderá ficar pior. Não se sabe de onde surgiu, mas há uma pregação de que o nome ideal para assumir a presidência do partido no Maranhão é o do ex-governador José Reinaldo Tavares. Se é uma verdade que enquanto governador, José Reinaldo foi um grande parceiro dos tucanos, responsável inclusive pela eleição de vários, notadamente de seu primo o então desconhecido, Brandão Filho, é preciso destacar porém, que a essa aliança se deu em função da engenharia montada à época para derrotar Roseana Sarney e que resultou na eleição de Jackson Lago. De lá para cá, muita coisa mudou, Sebastião Madeira, por exemplo, com toda uma biografia (deputado por quatro mandatos, presidente do Instituto Teotônio Vilela por dois, e membro atuante na executiva nacional) consolidada na plumagem tucana, não caminhará com Flávio Dino. De resto, José Reinaldo que nunca fez militância partidária, não tem cores, vamos dizer assim, para chegar no PSDB como tucano de bico grande ou de alta plumagem. Colocá-lo agora na presidência, somente com o intuito de impedir que se apoie determinado candidato será como praticar no partido um implante de prótese.