A judicialização sofrida pela Saúde mais beneficia ricos que pobres. Isso pode ser observado tanto pelo lugar comum que aponta a facilidade que os mais abastados têm para ter acesso à Justiça em detrimento dos mais necessitados, como pela demanda que aporta na mesa de cada secretário. E aqui, além da quantidade dos protocolos, há casos que se destacam. Agora mesmo, há a determinação do atendimento para um paciente filho de profissional liberal e rico cujo valor do medicamento é 13 mil reais. Detalhe: o atendimento anterior em outro estado deixou de ser efetuado por falta de dotação orçamentária. Moral da história: saiu de um estado rico - que, se fosse alçado à condição de país, estaria na 36ª posição - para aportar em Imperatriz. Como esse, há vários outros. Para quem não sabe, as secretarias de saúde são obrigadas até a arcar com o fornecimento do Viagra. Desse jeito é fácil, azul na cartelinha e vermelho nos números. Quem sabe daqui uns dias, virá aí o Vale Motel.