O vereador João Francisco Silva surpreendeu, ontem, ao apresentar o seu pedido de renúncia da presidência da Comissão de Constituição e Justiça. A sessão estava em andamento quando a primeira secretária da Mesa, Fátima Avelino, anunciou que acabava de receber um comunicado em que João Silva renunciava à presidência da CCJ. Da tribuna, o vereador disse que a Comissão estava deixando de existir. “Ela não está cumprindo com o seu papel, que é de analisar e dar o seu parecer, tecnicamente. Politicalha, não. Então, não serei presidente do que não existe”. A causa que levou Silva a deixar a CCJ foi a polêmica proposta para acabar com eleição direta para diretor das escolas municipais, que ele considera inconstitucional. Na semana passada, o vereador apresentou a proposta e depois de muita discussão, decidiu recuar. Na reunião de anteontem da CCJ, Silva teria colocado o assunto em pauta e devido às divergências, especialmente com o vereador Carlos Hermes, ele decidiu deixar a Comissão. Silva promete recorrer à justiça para acabar com eleição direta nas escolas.
Edição Nº 14853
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