Os deputados Magno Bacelar (PV), Roberto Costa (PMDB), Carlos Alberto Milhomem (PSD) e Manoel Ribeiro (PTB), da base do Governo, rechaçaram a denúncia feita pelos deputados do Bloco de Oposição, Rubens Júnior (PCdoB) e Marcelo Tavares (PSB), de que as empresas que fizeram doações para a campanha da governadora receberam, em contratos, mais de R$ 600 milhões. “Qualquer empresa pode se habilitar a participar de qualquer processo licitatório, desde que atenda às exigências legais”, afirmou Magno. Ele indagou sobre a legitimidade do Bloco de Oposição para questionar doações de campanha quando o candidato da oposição ao governo do Estado, nas últimas eleições, recebeu mais de R$ 2 milhões oriundos apenas de uma empresa, que é registrada como “praticante de trabalho escravo”. O deputado Roberto Costa mostrou-se surpreso pelo fato de mais uma vez o deputado Rubens Júnior tratar da questão da doação de campanha sem, contudo, pedir desculpas, em nome do líder da oposição, por ter recebido doação de uma empresa escravagista. “Peço ao deputado Rubens que suba novamente a esta tribuna, mas suba para, em vez de atacar, pedir perdão pelas centenas de trabalhadores escravos que fizeram no Maranhão e que financiaram o candidato da oposição”, afirmou. Ele advertiu a Oposição no sentido de que antes de falar da casa dos outros que olhe primeiro para a sua, referindo-se a fatos que têm ocorrido na Administração de São Luís, que levaram o prefeito da capital a mudar alguns secretários como, por exemplo, o de Saúde e o de Obras, mais recentemente.