Para a governadora Roseana Sarney chegar a uma possível cassação, ainda falta muito chão. O parecer do procurador-geral da República ainda vai para as mãos do relator, no TSE. Depois de analisado, que ninguém sabe quando, é que o processo vai para a fila à espera de ser colocado em votação no Plenário. Durante a votação, um ministro pode pedir vista. Mais tempo rolando. Depois que voltar a Plenário, pode ser votado ou ainda haver mais pedido de vista. E se Roseana perder, ainda pode recorrer ao STF. Tem mais: se for confirmada a cassação, haverá eleição indireta – a Assembleia Legislativa vai escolher o novo governador. E não há dúvida que daria um nome ligado à governadora. Poderia ser o próprio pretenso candidato Luís Fernando Silva, já que a AL não é obrigada a eleger um membro da própria Casa. Silva, então, disputaria o Palácio dos Leões já dentro. Portanto, não existe muita coisa para a oposição comemorar. Ou nada.