Com o título a Estratégia de sempre, o jornalista ludovicence Jorge Aragão postou matéria criticando a falta de criatividade dos empresários do setor de transporte coletivo que exploram a concessão do serviço público na hora de reivindicar aumento no preço das passagens. Lá, diz ele, a alegação é de que o setor vive um verdadeiro colapso financeiro-operacional. Aqui, os argumentos, com outras palavras, não são diferentes. Aumento de salários, nos preços dos insumos, combustível entre eles, estão à frente da solicitação. Ninguém fala nos lucros abusivamente auferidos originados de uma tarifa aumentada no apagar das luzes de um governo que se foi em 2008 e que ainda hoje pode ser considerada uma das tarifas mais caras do Brasil. Empresa de ônibus é empresa com fins lucrativos, ninguém está aí para fazer caridade. Se os preços fossem insustentáveis, já teriam feito o que todo empresário inteligente faz quando o negócio está ruim, muda de atividade. O passageiro em Imperatriz, que é um dos mais prejudicados do país, pela qualidade do ônibus e pelas condições de espera e nas paradas onde fica ao leu, sob o sol ou chuva, deseja ver mesmo é a renovação da frota, a frequência dos horários, não esperar mais que 15 minutos na parada e ter itinerários que o deixe mais perto de casa e do trabalho.
Edição Nº 14690
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