Com o aumento da taxa Selic em 0,5 por cento, sobem (é a segunda, sucessiva) os juros básicos da economia para 8% ao ano. A voz oficial do Governo Dilma via Comitê de Política Monetária resulta na avaliação de que essa decisão contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano. Principal instrumento do BC para manter a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) dentro da meta estabelecida pela equipe econômica, o aumento da taxa Selic prejudica o reaquecimento da economia. Juros mais autos, crédito mais caro e mais dinheiro na poupança. Nesse rosário não cabe outra reza: é menos consumo. Ontem o dólar cravou nos 7 por cento ao mês e chegou a R$ 2.142, sua melhor marca nos últimos quatro anos. Enquanto isso, Zé Povinho vai vivendo com o tomate na faixa de R$ 5 e o gás de cozinha aos cinquentinha. Nem as “abobrinhas” plantadas por Guido Mantega sustentam o PIBÃO da fala inicial, depois assimilada para PIB e agora reduzido ao que é, PIBINHO. Só resta a realidade que coloca o devido pingo no i, enquanto as previsões do ministro vão se derretendo como manteiga.
Edição Nº 14717
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