Não há outro termo para resumir o que foi a reunião da presidente Dilma Rousseff com os governadores e prefeitos de capitais. Dos 5 itens exibidos como solução – estabilidade econômica, saúde, educação e transparência – estão enraizados como problemas desde que Pero Vaz de Caminha chegou ao Brasil. Por último, a mobilidade urbana é uma “novidade”. Capítulo à parte é a proposta da reforma política, que acentua a incapacidade do governo. Não é ele quem tem ampla maioria na Câmara e no Senado? Não faz a reforma porque não quer, porque não consegue prevalecer seus interesses sobre uma bancada parlamentar moldada à base de interesses paroquiais e apequenados. Uma verdadeira colcha de retalhos agora emparedada com a “jogada de mestra” da presidente que tentou ainda dar um lençol na população ao sugerir uma constituinte específica. A ideia, de imediato repudiada por inconstitucionalidade, não é o que a princípio aparenta, o da ignorância jurídica ou da má orientação, e sim uma tentativa de emergir como líder, desgastando ainda mais um Congresso Nacional ineficiente. Sem Constituinte específica como aparenta e com Reforma Política ao que tudo indica, a busca a mesma. Pelo poder, melhor, na ausência das estruturas dos poderes, o totalitarismo dele.