Embora ainda não tenha sido apresentado projeto, as discussões sobre o funcionamento de bares e boates em Imperatriz já começam a dominar as sessões da Câmara. Puxado por uma indicação do vereador-presidente Hamilton Miranda propondo a realização de uma audiência pública, o debate foi quente, ontem. De violência a igreja e “terecozeiro” foi falado pelos vereadores. Levantou-se a questão de que não apenas bares como também as igrejas devem ter horário para funcionar. Um vereador observou que um vizinho de uma igreja evangélica está vendendo a casa porque se sente incomodado. A vereadora Terezinha Soares se manifestou em defesa da igreja e disse que, se for para fazer audiência pública, terão que ser chamados até os donos de terreiros. O certo é que o assunto vai render muito. O vereador Zé Carlos chegou do Rio de Janeiro e disse ter visitado a Câmara de Vereadores e locais de diversão para propor uma lei sobre o funcionamento das casas noturnas. “Não vai ser uma lei dos bares. Mas uma lei do silêncio. Vamos procurar fazer com que esses locais funcionem sem perturbar ninguém. O que não pode é uma cidade com o porte de Imperatriz não ter vida noturna. Até os carros de som também serão alvos da lei”, observa. Segundo ele, será exigido que as boates tenham o isolamento acústico. O vereador Aurélio do PT manifestou-se contrário ao funcionamento desses estabelecimentos até às 4 horas da madrugada. Alerta que aumentariam os casos de violência e de acidentes.
Edição Nº 14721
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