Sempre às voltas com pouca receita e excesso de tributos, gestores municipais acabam por buscar soluções intermediárias que mais cedo ou mais tarde penalizam o município. Em dezembro passado o município de Imperatriz teve parte do seu FPM bloqueado. E por quê? Em 2008 a então gestão assessorada por uma empresa chamada Furj, deixou de recolher o INSS, passando a promover a compensação dos valores referentes à retenção de contribuições previdenciárias, isto é, pagar com supostos créditos o imposto devido. Quando empossado, o prefeito Madeira não sentiu sustentação jurídica e mandou suspender a prática, chegando mesmo a conseguir liminar para não arcar com o ônus de uma decisão tomada em outra gestão. Com a queda da liminar, chegou a hora de pagar a conta, daí o bloqueio. Eis a questão.