Enquanto a Bíblia prega a vida, a Constituição brasileira garante. E enquanto ela (a vida) continua cada vez com cidadãos à mercê de bandidos maiores e menores de idade, o que faz o estado? Nada. Nadica de nada! Agora mesmo vemos o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, afirmar que a menoridade penal é inconstitucional. Como está definido, é uma verdade. Entretanto o mundo mudou e muda todos os dias, avançando de forma sintomática seus conteúdos e seu liberalismo. Brincadeira à parte, temos até um papa argentino. Desnecessário dizer, a sociedade é constituída de novos valores, piores ou melhores e esses alteram substancialmente a forma de viver dos indivíduos. A cada dia um novo “macete”. O da bandidagem, por exemplo, é sempre o da utilização de um menor como personagem principal na cena do crime, como o da dentista em São Bernardo do Campo. Sem defender, maioridade ou menoridade, antes de expressões vindas da autoridade que é e soa como ponto definitivo, é preciso ouvir a sociedade, a principal vítima e a quem cabe pagar todas as contas. Fora daí, é preciso lembrar ao ministro que inconstitucional é morrer.
Edição Nº 14692
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