Vai longe o tempo em o responsável pela inflação era o preço do chuchu, como disse um dia o ex-ministro Delfim Neto. Mas o palavrão ganhou as ruas com fome de leão da Receita nesses últimos dias. Onde for, redes sociais, mesas de bar ou corredores de supermercado, a carestia ocupa o centro do debate com o acumulado dos últimos doze meses estourando o teto da meta e batendo nos 6,59 por cento. O resultado de março fez o goevrno colocar de volta, a alta dos juros na agenda econômica. Tomate, batata, arroz, farinha é tudo traça a corroer o bolso do brasileiro enganado pelo governo que já divulga o próximo salário mínimo para o ano que vem e dá assim, sua mãozinha para aumentar ainda mais, os preços. Do Partido dos Trabalhadores, há dez anos, quando assumiu o poder, ninguém sabia o que esperar, hoje, sabe-se: inflação alta e baixo crescimento (apenas 0,9 por cento no ano que passou é o crescimento do PIB) é o modelo de gestão adotado que atende pelo nome de estagflação.