O que você prefere, leitor, o desconto no preço da energia ou o aumento no preço do combustível? Estávamos todos quietos, acostumados com os valores da energia, um setor quase sem inadimplência, porque dela o que resulta é corte, isto é, o escuro. Aí vem o governo, dá com uma mão para em seguida tirar com a outra. Acentuando, cada vez que o bico abre a mangueira na bomba de gasolina, o bolso aperta. Se você ainda não encontrou a resposta, entre a energia e o petróleo, o que mais lhe beneficia ou o que mais lhe prejudica? - a Coluna responde: o desconto na energia será inócuo diante dos efeitos que o aumento do preço da gasolina e do óleo diesel trarão. A farinha, o açúcar, o feijão nosso de cada dia já estão mais caros. De resto, olha o que disse o ministro da Fazenda tentando minimizar o prejuízo: “O preço para o consumidor será menor que o praticado nas refinarias”. Não é o que aconteceu, tem lugares nesses Brasil afora, em que o aumento do preço na bomba quase chega aos 10 por cento. Esse é o Guido Mantega que os ingleses tão bem classificaram e que não se dá conta de que o dia de sua fala era 30 de janeiro e não, 1º de abril.
Edição Nº 14619
Comentários