O assunto dominou a pauta na semana que passou e vai perdurar no começo da que chega. De um lado, grevistas em busca de um aumento de até 20 por cento, de outro, o gestor que assegura que aumento bom é aquele que se paga e se recebe e, no meio, a realidade dos números de uma inflação anual que beira os 6 por cento. Ainda é recente e o prefeito Madeira foi vítima dessa desconfiança, todos se lembram, uma grande preocupação que o funcionalismo carregava dizia respeito ao pagamento em dia. Jomar Fernandes afundou o barco e levou muita gente para a inadimplência por conta dos salários atrasados. Ildon Marques deu nova configuração e Madeira mantém a agenda financeira sem atrasos. Em sua decisão de não conceder o aumento além da reposição inflacionária, Madeira lembra a falta de suporte. Ao retirar parte do custeio para a educação e adequar a carga horária em sala de aula em menos um terço (para que professores façam planejamento), o governo federal penalizou os municípios. Essas decisões criou uma dupla dificuldade, diz Madeira. “De um lado menos recursos e junto, uma sobrecarga de mais um terço para pagar, porque as crianças não vão estudar menos trinta por cento e o município tem que ter gente para preencher essa lacuna. Como é que posso pagar mais do que o munícipio suporta?” pergunta. Fora daí, assegura, é pagar com atraso porque vai faltar recursos.