A prefeita Adriana Ribeiro, de Amarante, acaba de sofrer revés eleitoral. A procuradora da República Sandra Cureau acaba de emitir parecer pela cassação do registro de sua candidatura. Reeleita, a prefeita concedeu aumento salarial a servidores em pleno ano eleitoral, o que é vedado por lei. Desde a 1ª Instância por decisão do juiz Glender Malheiros (99ª Zona Eleitoral) ainda candidata, ela teve a candidatura cassada juntamente com o seu candidato a vice, Jônatas Lima. Recorreu ao TRE e venceu por 4 x 2. Agora de Brasília chega a decisão. Se definitiva a cassação, Amarante terá novas eleições para prefeito e vice. O que chama a atenção, nesse e outros casos de igual monta, é a demora da Justiça em tomar uma decisão final. De junho até hoje, lá se vão 11 meses e dias. Não é só uma candidatura sub júdice, causa prejuízos imensuráveis, a começar pela relação de vereadores eleitos, por exemplo. Ninguém garante, se o candidato fosse outro, quantos e quais vereadores seriam eleitos por essa coligação. Mais: uma disputa a essa altura do campeonato, com a prefeita fora do cargo, terá as mesmas condições como ocorreria a disputa em outubro passado? Para finalizar: quais são agora as condições eleitorais do adversário derrotado?