Depois da maioridade penal classificada nessa semana pela CNBB como uma maquiagem na esfera da violência, uma outra questão, a dos médicos cubanos, domina a discussão. A vinda dos médicos cubanos é boa para a população brasileira? Sim e não. Não restam dúvidas que grande parte da população é desassistida nesses rincões que se espelham Brasil a fora, e nesse caso até curanderismo resolve. Se a vinda implicasse em trazer para o serviço público em Imperatriz pelo menos uns dois otorrinos e uns quatro anestesistas, seria bom. Mas a medicina cubana é péssima e como não existe essa possibilidade, então é ruim. À luz da curta análise, dois personagens espelham isso. Hugo Chavez se tratou por lá, morreu. Também com câncer, o ex-presidente Lula, de lá, correu. A argumentação do governo federal em sustentar que eles iriam para lugares afastados do grande centro não vai corresponder para mudar a realidade. Um exemplo pode ser visto com os cubanos que o Tocantins conseguiu trazer em caráter emergencial há uns 10 anos. Passou-se o tempo e medicina naquele estado pede socorro. Atravesse o rio e vá confirmar. Sem xenofobia e sem corporativismo, sem validação de diploma, é como médico sem especialização; sem residência, é meio médico por assim dizer e trazer cubanos para fazer consultas é promover a pseudoassistência, é tornar a saúde um meio paliativo. A única coisa proveitosa em toda essa questão é o título de um artigo publicado na Folha ontem: “Mais médicos: o cidadão não pode esperar”. O título dado por quem deu, o médico e ministro da Saúde, Alexandre Padilha, é um reconhecimento do governo de que a saúde ofertada tá ruim.
Edição Nº 14707
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