Comenta-se a raia miúda que o ex-prefeito de Açailândia, Ildemar Gonçalves, poderá ser candidato a deputado federal. Tudo é possível e a princípio parece nada haver que possa proibir tal candidatura. Da mesma maneira, muitos discutem qual poderá ser o destino do ex-prefeito de Porto Franco, Deoclides Macedo. Na especulação das duas candidaturas há quem aposte na dobradinha entre os dois. Se acontecer, não será a primeira vez que esses municípios fazem tal junção. Em 2010 Hélio Santos (PSDB) e Valéria Macedo (PDT) foram às eleições e terminaram eleitos à base de um apoiar o outro em seu município de origem. Resultado: o eleitorado de Açailândia, com seus 51.765 votos válidos, deu a Hélio Santos 19.706 votos e à deputada porto franquina, minguados 671 votos. Em contrapartida, o eleitorado de Porto Franco, com seus 11.087 votos válidos, deu à deputada Valéria Macedo 8.231 votos e ao deputado açailandense, 4.353 votos. Comparando os números, percebe-se claramente que a balança pendeu desequilibradamente para um lado. Enquanto na cidade com maior eleitorado o percentual de votos a favor da deputada ficou abaixo dos 1,5 por cento, na cidade com menor eleitorado o percentual de votos a favor do deputado ficou acima dos 40 por cento. Em resumo, um não correspondeu à outra na mesma proporção. Repetir a dobradinha nas eleições de 2014 é levar menos e dar mais. Qual é a vantagem?

Mãos ao alto

No dia de ontem, ocorreram 18 assaltos na cidade. E aí?

Tapas

Na Câmara de Buriticupu tem vereador com nome de cantor de dupla sertaneja, Leo Nando de Buriticupu, que no calor da discussão atua como boxeador. Teria agredido seu colega, o vereador Careca, com um tapa no rosto. Depois das ameaças de denúncia à Polícia, a turma do deixa disso entrou em campo promovendo a sessão beijos e impedindo a evolução para a denúncia.

Novo na turma

Já tem dono a cadeira vaga no STF com a aposentadoria do ministro Ayres Britto. O escolhido é Luís Roberto Barroso.

DNA

Natural de Vassouras (RJ), o novo ministro tem 55 anos, é filho de mãe advogada e pai promotor de justiça. É professor titular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e professor visitante da Universidade de Brasília (UnB). Já atuou em julgamentos polêmicos no Supremo Tribunal Federal, como o das células-tronco e da extradição do terrorista italiano Cesare Battisti.

Dançou

Mais que cotado, Luiz Edson Fachin dançou. E com ele dançaram todos os lulistas de plantão, à frente o ministro chefe Gilberto Carvalho.

Perdeu, Gilberto Carvalho!

A Folha informa que o novo ministro do STF não será mais o indigenista Luiz Edson Fachin. Será Luiz Roberto Barroso, eterno candidato que, finalmente, chega lá. A ministra Gleisi, parananense, vetou o paranaense Fachin. Especialmente, em função da questão indígena. Perderam os ditos movimentos sociais. Ganharam os produtores rurais que sustentam este país. Perdeu, Gilberto Carvalho!
Barroso sobre os tribunais...
Quanto à capacidade institucional, juízes e tribunais devem ser autocontidos e deferentes aos outros Poderes em questões técnicas complexas, como transposição de rios ou demarcação de terras indígenas. Por fim, a judicialização jamais deverá substituir a política, nem pode ser o meio ordinário de se resolverem as grandes questões. Pelo contrário. O Judiciário só deve interferir quando a política falha.