Em discurso da tribuna da Assembleia Legislativa, durante a sessão de ontem, o deputado imperatrizense Carlinhos Amorim criticou a ação do governo federal que, a pedido da Fundação Nacional do Índio (Funai), determinou a desocupação, dentro de 40 dias, de moradores não-índios que vivem no território indígena Awá-Guajá. Vale lembrar que a ação é em cumprimento a uma decisão judicial. O território abrange os municípios de São João do Caru, Zé Doca e Bom Jardim. “São 1.220 famílias obrigadas a deixar para trás suas propriedades, de onde tiram o seu sustento há mais de 30 anos”, diz, preocupado, o deputado. O deputado André Fufuca (PEN) entrou na discussão declarando apoio ao posicionamento de Carlos Amorim: “Conheço muito bem aquela área e muitos moradores que ali vivem, e tenho a certeza e a convicção de que aquilo é uma das maiores injustiças e ato de crueldade já praticado pela Funai contra qualquer civil ou qualquer habitante de uma região. São pessoas que nasceram naquela região, idosos com as mãos e os pés calejados e rachados de tanto trabalhar e que hoje se encontram com uma mão na frente e outra atrás, tendo que sair de suas casas, de seus ranchos, de suas fazendas, de suas propriedades, que não foram compradas por má fé, como eles próprios dizem”.