É a avaliação que se pode fazer com relação à greve dos professores. Os vereadores já promoveram a votação do reajuste proposto pela administração municipal. Se isso trará algum prejuízo político, o tempo vai dizer. Os professores têm continuadamente feito manifestações à frente da Câmara de Vereadores e até em seu interior, como a ocorrida na terça-feira e que acabou por prejudicar a sessão. A agressividade desse comportamento considerado como inadequado por alguns tem sido questionada, como também a estratégia adotada de insistir no reajuste nos valores anteriormente reivindicados e pelo prefeito rejeitados sob a alegação de ser financeiramente insuportável. Uma coisa é certa, a Câmara não vai voltar atrás em sua decisão. “Podem tirar o cavalinho da chuva”, afirmou ontem um vereador, destacando que a maneira acintosa de afronte manifestada por alguns elimina qualquer sinal de que isso venha a acontecer. “Se fosse para voltar atrás, não teríamos votado”, encerrou. De qualquer forma, um consenso deve sair, visto que ontem aconteceu audiência na justiça. Se depender de mostrar o funcionamento das escolas, o entendimento já está a caminho, ou melhor, na sala de aula. Ontem, por exemplo, grande parte das escolas funcionava. Uma prova irrefutável de que o movimento está perdendo o fôlego.