Barbárie
Mais um assassinato de prefeito registrado no Maranhão. Agora a vítima foi Ivanildo Paiva (PRB), de Davinópolis. A polícia está empenhada na elucidação do crime e precisa dar uma resposta à sociedade, não apenas daquele município, mas de todo o estado. Os culpados não podem ficar impunes. Seja lá qual tenha sido o motivo, nada justifica a barbaridade cometida contra Ivanildo, cuja família já havia sofrido um duro golpe com a execução de Ivanildo Junior, morto por dois policiais militares em 2008. A polícia investiga pelo menos duas “vertentes” para a elucidação do crime. A terceira, de latrocínio, já teria sido descartada. Espera-se que nas próximas horas já tenha alguma novidade, mas a polícia deverá manter sigilo em torno da apuração e só dar maiores detalhes quando tudo estiver esclarecido. É aguardar.
Vice
Ivanildo Paiva estava exercendo o segundo mandato e vinha fazendo uma administração elogiada por boa parte da população. Ele venceu a primeira eleição, em 2010, com 4.532 votos (56,40%), ficando em segundo lugar Neudi do Lima (PT) e em terceiro Palmireno (PMN). Em 2016 se reelegeu com 4.606 votos (49,37%), seguido de Zé Pequeno (PDT) e Dr. Assis (PMDB). O seu vice é José Rubem Firmo (Rubem Lava Jato), do PCdoB, que deve ser empossado pela Câmara no final da tarde de hoje. O sepultamento de Ivanildo será pela manhã.
Armado
O assassinato do prefeito Ivanildo Paiva despertou o prefeito de Imperatriz, Assis Ramos, para a questão da sua segurança. Destacando que a situação está cada dia mais difícil, ele anunciou que, alertado por amigos, entre eles policiais, e correligionários, vai reforçar a sua segurança. Observou que “além de meus desafetos na política, que são poucos, tenho inúmeros desafetos da época em que atuava como delegado de polícia. Há tempos deixei de andar armado por causa do afeto que sempre recebo do povo, mas voltarei a portar minha arma”. Assis Ramos disse estar “muito abalado com a morte do meu colega Ivaildo Paiva. Terrível acontecimento”.
E...
A decisão do prefeito Assis Ramos é acertada. Não se pode confiar. Há muitos exemplos, como o assassinato do prefeito Renato Moreira, em 1993. Depois dele, na região foram mortos o prefeito de Ribamar Fiquene, Ita Alves - em 2007, e agora Ivanildo. E tem ainda o deputado federal Davi Alves, que também foi prefeito. Ele foi assassinado em 1998.
Ataque e defesa
Quando não está atacando Bolsonaro e Sérgio Moro nas redes sociais, o governador Flávio Dino (PCdoB) está defendendo o ex-presidente Lula, preso desde o dia 11 de abril. Ontem, ele postou que “Getúlio, Juscelino e Lula foram os grandes presidentes da República. Não foram perfeitos, pois obviamente ninguém é. Mas fizeram o país avançar. Minhas homenagens ao presidente Lula, preso não por seus erros, mas por uma deplorável conspiração de alguns políticos”.
Olha aí!
Ontem o governador Flávio Dino editou Decreto garantindo “Escolas com Liberdade e Sem Censura” no estado, nos termos do artigo 206 da Constituição Federal. Segundo ele, “falar em Escola sem Partido tem servido para encobrir propósitos autoritários incompatíveis com a nossa Constituição e com uma educação digna”.
Perdão
Em provocação ao futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, o senador Roberto Requião (MDB-PR) propôs uma mudança na lei do crime organizado para que, a critério dos juízes, o perdão judicial possa ser concedido em casos de crimes eleitorais, contra a administração pública e contra o sistema financeiro nacional. Isso se o acusado “demonstrar arrependimento, confessar a contravenção ou apresentar um pedido público de perdão”. A proposta foi batizada de Onyx Lorenzoni, nome do futuro ministro da Casa Civil, depois que Moro minimizou o fato de o próprio deputado ter admitido que recebeu R$ 100 mil em doações não declaradas, o chamado caixa 2, da empresa JBS para custear despesas de campanha.
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