Executivo, o alvo

O presidente da Câmara Municipal de Imperatriz, José Carlos Soares Barros, em discurso na  sessão de ontem disse que já deu a sua contribuição como vereador e anunciou que em 2020 não disputará a reeleição. Tomou a decisão após ouvir familiares e aliados. Mas deixou claro que estará na disputa por outro cargo. Fora de vereador, em 2020 estarão em disputa os mandatos de prefeito e de vice. Portanto, a sua pretensão é o Executivo. Exercendo o sexto mandato de vereador, Zé Carlos deverá tentar a viabilização da sua candidatura a prefeito dentro do grupo liderado pelo governador Flávio Dino (PCdoB), pois sabe que fora disso seria difícil vencer, enfrentando pesos-pesados como o prefeito Assis Ramos (MDB), o candidato do Palácio dos Leões (Clayton Noleto ou Marco Aurélio) e possivelmente o ex-prefeito Sebastião Madeira (PSDB). Não viabilizando-se para a cabeça de chapa, lhe restaria a vaga de vice no grupo dinista. Mas como ainda faltam cerca de dois anos para o pleito, é aguardar. 

E...

José Carlos disse que não morrerá de fome por deixar de ser vereador. “Posso até passar necessidade, como já aconteceu, mas passar fome não”, afirmou o vereador, que já possuiu farmácia. Ele lembrou que não conhece nenhum vereador que saiu rico, pelo contrário. Citou pelo menos uma dúzia de ex-vereadores que tinham vida financeira boa quando chegaram à Câmara e saíram pobres. 

Conta de energia 

Na sessão de ontem o vereador Alberto Souza (PDT) foi à tribuna para repercutir as reclamações  dos imperatrizenses contra o valor cobrado nas contas de energia elétrica. Segundo ele, no Maranhão paga-se a energia mais cara do País e “muitos consumidores não estão podendo mais comprar determinadas coisas por causa do aumento absurdo nas contas de energia”. Alberto Souza revelou que há ação na justiça contra o reajuste de 16,94% na tarifa, autorizado em agosto.    

Reeleição

O vereador Chiquim da Diferro (PSB) havia manifestado a sua disposição de não disputar mais a reeleição. A sua pretensão era se candidatar a prefeito de São Miguel (TO), tendo como base o povoado de Bela Vista. Mas na sessão de ontem ele anunciou que desistiu e em 2020 será candidato à reeleição. No entanto, continuará a formação de um grupo em São Miguel para disputar a prefeitura com outro candidato. 

Clima quente

O vice-prefeito de Montes Altos, médico Valberto Souza (PRB), declarou guerra ao prefeito Ajuricaba Abreu (PDT). Em audiência pública na Câmara Municipal ele apresentou supostas irregularidades no Executivo, baseado em levantamento feito no Portal da Transparência. Em pouco mais de 10 dias Valberto já foi duas vezes na Câmara. Vereadores e assessores do prefeito rebatem, garantindo que as denúncias não têm fundamento. Aliados do prefeito dizem que o vice está tentando, a qualquer custo, cassar o mandato de Ajuricaba.   

Menos Brasília

Reforçando um dos motes da campanha do presidente eleito, os prefeitos estão pedindo a Jari Bolsonaro “mais Brasil, menos Brasília”. Nas suas propostas, ele dizia que “Brasília não pode ser o objetivo final de um governo. Quase 99% da população vive nos outros 5.570 municípios do Brasil. Os ministros passam a ser executivos em suas respectivas áreas, com a missão de coordenar esforços de governadores, prefeitos e seus secretários para o atingimento de metas claras. Nas últimas décadas, o Governo Federal concentrou a arrecadação de tributos, criando burocracia e ineficiência para controlar os entes federados. Queremos uma Federação de verdade. Os recursos devem estar próximos das pessoas: serão liberados automaticamente e sem intermediários para os prefeitos e governadores. As obras e serviços públicos serão mais baratos e com maior controle social”.