Cara a cara

O ex-deputado Francisco Escórcio aproveitou o encontro que o MDB realizou em Imperatriz para falar algumas verdades na presença do senador João Alberto, do presidente estadual da sigla, Remi Ribeiro, e do deputado estadual Roberto Costa. Escórcio lembrou da sua luta que culminou com a cassação de Jackson Lago e a volta do Grupo Sarney ao poder, “ressuscitando” vários políticos, enquanto que ele nunca teve o tratamento devido. Nas eleições de 2014 não recebeu apoio do grupo, quando tinha chances de se eleger deputado. E agora sequer lhe foi dada uma vaga de suplente de senador. Chiquinho dirigiu algumas palavras a João Alberto e Roberto Costa, afirmando que o MDB virou uma “República de Bacabal” e alertou que foi procurado por adversários que reconhecem o seu valor e querem a sua adesão. Embora magoado, Chiquinho permanecerá  no grupo, porém decidiu que não será candidato em 2018. Vai ficar “vendo a banda passar” e assim Roseana Sarney perde um reforço importante na sua campanha. Ele é articulado, ‘brigador’, conhece bem o quadro político maranhense e tem forte influência em Brasília.

Ausência 

O ex-deputado federal Davi Alves Silva Jr. é o político mais ausente da região, embora sendo considerado de Imperatriz. Só aparece em época de eleição, mas sempre é bem votado. O seu prestígio eleitoral não é por causa do seu trabalho em Brasília. É apenas a força do nome do seu pai, o ex-deputado e ex-prefeito Davi Alves Silva, embora já tenha duas décadas do seu falecimento. Todos os pré-candidatos  já estão se movimentando, enquanto que Davizinho continua “amoitado”, esperando passar as convenções para, novamente, mostrar a cara aos eleitores. E a previsão é de obter, novamente, votação significativa. 

Lamentável

Imperatriz tem vários pré-candidatos a deputado estadual, mas boa parte dos vereadores está preferindo apoiar nomes de outras regiões. Até mesmo da capital. Nem mesmo os colegas que são pré-candidatos – Rildo e Aurélio – estão tendo apoio. É verdade que os “periquitos” têm o direito de vir aqui, mas nós não deveríamos dar manga para eles. Deveríamos prestigiar os nossos. 

E...

O vereador Adhemar Freitas Jr. é uma exceção. Ele apoia a reeleição do deputado Leo Cunha. Além de ser de Imperatriz, o pré-candidato pertence ao seu partido, o PSC.

Será?

Ontem, já davam como certa a desistência do deputado Eduardo Braide (PMN) de disputar o mandato de governador. Ele teria decidido concorrer à reeleição, possivelmente no grupo da pré-candidata a governadora Maura Jorge (PSL). Braide era uma das principais peças no jogo da oposição para levar a eleição ao segundo turno, devido a sua força eleitoral em São Luís, onde foi candidato a prefeito. É aguardar até o dia 5 de agosto, quando termina o prazo para as convenções dos partidos.

Candidaturas 

Cresce dentro do PT maranhense o sentimento de independência nas eleições 2018, com o lançamento de candidaturas próprias. Além da decisão do sindicalista  Aníbal Lins de disputar o governo, há também a disposição de Márcio Jardim concorrer ao Senado. Nas redes sociais ele disse que a sua candidatura é um “grito de defesa do presidente Lula” e também “a afirmação de altivez e  soberania  de nosso partido no Maranhão”. Essa movimentação no PT inquieta o governador Flávio Dino e PCdoB, que querem o partido de Lula no seu palanque.   Lideranças petistas estão insatisfeitas porque a sigla não é contemplada com vaga na chapa majoritária encabeçada  pelo comunista.