Sem taxa
Depois de muita polêmica, recheada de desconfianças, críticas e ironias, a Câmara Municipal de Imperatriz aprovou a Lei dos Resíduos Sólidos, na sessão de ontem. Sete vereadores foram contra, embora havendo uma emenda suprimindo a cobrança de taxa sobre o recolhimento de lixo. Foram contra Bebé Taxista, Ditola Castro, Ricardo Seidel, Aurélio do PT, Carlos Hermes, Rildo Amaral e Irmã Telma. A prefeitura está necessitando criar a lei para poder receber recurso de R$ 21 milhões para a construção do aterro sanitário, uma obrigação de todos os municípios do País. O recurso foi conseguido no Ministério do Ameio Ambiente pelo deputado federal Sarney Filho (PV). No projeto enviado pelo Executivo constava a cobrança da taxa. Mas foi apresentada uma emenda e não haverá taxa. Para ser cobrada, agora a Prefeitura terá que enviar projeto para aprovação da Câmara. O prefeito Assis Ramos já descartou essa possibilidade. Porém, vereadores que votaram contra a Lei dos Resíduos Sólidos temem que após a construção do aterro sanitário o governo municipal resolva fazer a cobrança, ou mesmo vetando a emenda aprovada ontem ou ingressando na Justiça com uma ADIN. Essa foi uma das alegações do vereador Ditola para ser contra.
Até apito
Durante as discussões do projeto, o presidente da Câmara Municipal, José Calos Soares, observou que nada é de graça. Nem apito de trem, porque aonde passa esse meio de transporte ferroviário é pago royalty aos municípios. Mas Zé Carlos foi a favor da retirada da cobrança da taxa de lixo e destacou a importância da aprovação da Lei dos Resíduos Sólidos para que seja liberado o recurso e a consequente construção do aterro sanitário.
Engraçado
Quando o prefeito anuncia obra para um bairro, logo aparece um vereador cobrando para o seu. Vereadores são apenas 21, enquanto que bairros em Imperatriz são mais de 150. Portanto, a cidade não se limita apenas aos bairros em que moram os vereadores. Os benefícios da prefeitura têm que chegar a todos. Não priorizar apenas os dos vereadores.
Paralisação
O Sindicato dos Trabalhadores em Serviços de Saúde da Região Tocantina (Sindsaúde) protocolou ofício no Ministério Público comunicando que hoje, 28, haverá uma paralisação de advertência, seguida de greve geral, em todos os setores da saúde estadual em Imperatriz, como o Hospital Materno Infantil, UPA e Casa da Gestante, caso não haja uma proposta efetiva de pagamento das verbas rescisórias. No ofício, o sindicato revela que houve “rompimento unilateral e intempestivo” dos contratos dos trabalhadores da gestão terceirizada da empresa Biosaúde, bem como a “tentativa frustrada” de negociação entre as partes interessadas, com mediação da Procuradoria Federal do Trabalho.
Adesão
A política é mesmo muito dinâmica. O prefeito de Caxias, Fábio Gentil (PRB), se elegeu enfrentando a máquina do estado e a marcação implacável do ex-deputado Humberto Coutinho, falecido em fevereiro deste ano. Agora cai nos braços do governador Flávio Dino (PCdoB), anunciando apoio à sua reeleição. O vice, Paulo Marinho Jr, não seguirá Gentil.
Parcela
Ontem a Secretaria de Estado da Gestão, Patrimônio e Assistência dos Servidores (Segep) informou que, em decorrência de problema técnico, a última parcela do reajuste salarial de alguns professores do Estado não está constando no contracheque de junho, disponibilizado nesta quarta-feira (27). A situação já está sendo regularizada.
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