Fora suplência

Senador pelo Rio de Janeiro, Romário, que é ex no futebol, continua jogando aqui e acolá com a Lei de Gérson. Agora, por exemplo, acaba de enviar ao Tribunal Superior Eleitoral consulta onde desejava saber se senadores poderiam renunciar no meio do mandato e concorrer em nova eleição. Levou de volta o parecer do ministro Luis Roberto Barroso: "Permitir que um senador que ainda tem quatro anos de mandato renuncie para que o suplente assuma o seu lugar e ele possa concorrer a uma vaga por mais oito anos é fraude à vontade popular e ao mandamento constitucional". Como se sabe, mandato de senador é por oito anos. O senador Romário, depois da resposta, ouviu mais uma vez que malandragem tem limites. Essas e outras só mostram quão abominável é a figura do suplente, escolhido como acompanhante na chapa pelos mais diversos motivos. No passado, por exemplo, dois casos mostraram claramente negociatas que, ressalvas à parte, envolvem a escolha.

Um caso ...

Em 1998, Saturnino Braga foi eleito pelo PT do Rio de Janeiro, e pelo acordado com Leonel Brizola, cederia metade do mandato ao primeiro suplente Carlos Lupi. "Candidamente", não cumpriu. Argumentou que aceitou o acordo para alavancar sua candidatura, assumiu que daria espaço a Lupi, "só não disse quando", e finalmente (apesar de uma carta compromisso, de moto próprio), aproveitou o fato do PT ter rompido com o PDT e … "Como eu poderia dar espaço para um adversário? Fui fiel ao meu partido e descumpri meu compromisso pessoal". O segundo caso é mais vergonhoso.

… Outro caso

Gilberto Miranda. Sortudo ex-treinador de natação em um clube de Brasília, fez fortunas a partir das relações políticas construídas na capital federal. O pulo do gato aconteceu quando intermediava a documentação para empresas desejosas de se instalarem na Zona Franca de Manaus. Não cobrava remuneração pelo trabalho, e sim participação societária. Eterno suplente, primeiro na chapa de Carlos Alberto Di Carli em 1986. Em 1990, primeiro suplente de Amazonino Mendes, que renunciou dois anos depois (eleito que foi prefeito de Manaus), deixando seis anos de mandato para  Miranda. Depois, 1998, segundo suplente de Gilberto Mestrinho, assim como da primeira ocasião, também assumiu o mandato. Ainda detentor de influência, é denunciado na Operação Porto Seguro por corrupção ativa.

3ª Corrida OAB Imperatriz

No dia 27 de maio, às 6h30, acontecerá a III Corrida OAB Imperatriz, organizada pela Ordem dos Advogados (OAB) - Subseção Imperatriz. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas no site especializado em corridas de rua 'Top Chip' (www.topchip.com.br).

Caetanear

Acusado de pedófilo, Caetano Veloso vai ganhando a briga contra o deputado federal Marcos Feliciano. Por entender que esta é caracterização de difamação e que a imunidade parlamentar não inclui esse tipo de manifestação, a PGR acaba de dar parecer favorável. Uma pintura é o comentário de Ticiano Figueiredo, advogado do cantor:
- Nessas horas Raquel mostra que "é linda", que esse caso não é "qualquer coisa", que Feliciano não ficará berrando como um "leãozinho", tampouco fará um "panis et circense" no Congresso nem em "Sampa". Eis o encontro da mais "fina estampa", da "beleza pura" do direito. Nessas horas eu vejo que a PGR "não me ensinou a esquecer" e agora, com "odara", vamos aguardar o julgamento, esperando colocar fim a essas agressões infundadas, desproporcionais, contra pessoas tão queridas!

Leitura crítica

Do escritor e jornalista Elio Gaspari em artigo na Folha: "Nas mãos de Geraldo Alckmin, o partido fundado por Mário Covas virou um PT chique, e FHC fez que não notou".