Assim é

O carnaval de Imperatriz foi um sucesso, acima das expectativas. Todos acham que foi superior aos anteriores, sem desmerecê-los, porque também foram bons. Na verdade, o que está havendo é uma evolução, iniciada pelo ex-presidente da Fundação Cultural, Lucena Filho, que comandou o evento no Governo Madeira. Daí, o carnaval só está evoluindo, já exigindo mais dos organizadores. Observou-se, este ano, que já não existe mais aquele grande número de foliões que se deslocava para Barra do Corda, Porto Franco e outros localidades que têm um carnaval atrativo. A Jardineira foi acompanhada por um número recorde de brincantes, principalmente no domingo. Mas houve reclamação sobre o repertório. A Jardineira é só para marchinhas, mas em parte do percurso eram tocadas outras músicas, apropriadas para a festa na Beira Rio. Sem marchinhas, não há motivo para a existência da Jardineira. Mas isso deverá fazer parte da pauta da reunião que a FCI realizará esta semana para avaliar o carnaval 2018.

E...

Já estão especulando sobre a possível realização de lava-prato em Imperatriz pelo governo do Estado. Sou contra. Acreditamos que os quatro dias de carnaval foram suficientes para o povo se divertir. Lava-prato é para cidades que não realizam carnaval. E outra, durante todo o ano há datas para festas, como o aniversário da cidade e o réveillon. Isso sem falar nos eventos que não são promovidos pelo poder público. Seria um desperdício num momento de ordem financeira difícil e a população precisando de melhorias na saúde, educação, infraestrutura e outros setores. Tudo tem limite.

Crise

Com o objetivo de mensurar os efeitos da crise financeira vivenciada pelas administrações municipais, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) realizou pesquisa para saber quantos municípios decidiram apoiar o carnaval em 2018, bem como os motivos que levaram as prefeituras a não contribuírem com a festa. A pesquisa foi iniciada em 15 de janeiro e concluída dia 7 de fevereiro, três dias antes do carnaval, e foi feita por manifestação espontânea dos Municípios.

Crise II

Participaram 3.426 Municípios, representando 61,5% do total. Entre os pesquisados, 1.649 não iriam contribuir com o carnaval em 2018, equivalente a 65,4% dos Municípios analisados, o que reflete uma falta de recurso ou falta de prioridade em investir no festejo. De acordo com 51,6% dos gestores, o motivo para não haver suporte ao evento é a existência de outras prioridades na gestão local. Já 45,5% apontaram a falta de recurso destinado ao carnaval e outros 7,9% disseram ter outra demanda da sociedade.

Anos anteriores

A pesquisa mostra, ainda, que do total de pesquisados, 1.294 tinham o costume de apoiar o carnaval em anos anteriores, o que corresponde a 50,7% dos participantes da pesquisa. Os outros 1.256 Municípios (49,3%) não costumavam apoiar os eventos de carnaval em suas cidades. Os Municípios mais atingidos são aqueles que possuem até 50 mil habitantes, os que mais dependem dos repasses das transferências constitucionais, sendo assim priorizam outras áreas.

Começando

Costuma-se dizer que o ano só começa depois do carnaval. Pois está começando 2018, um ano em que teremos eleições para governador, vice, senador e deputado. É o assunto daqui pra frente. No início de abril termina o prazo para filiações de desincompatibilizações. Em julho são as convenções. A essa altura, o pleito já está “pegando fogo”. Ao contrário de 2014, vai ter disputa, podendo o vencedor ser definido somente em segundo turno. É aguardar.

Buraqueira

A situação tá feia na estrada que dá acesso ao Residencial Sebastião Régis. Muitas “panelas” que, com a intensificação do inverno, podem tornar a via intrafegável. A pavimentação tem pouco tempo, o que leva a crer que não foi feita como deveria. Precisa de recuperação urgente. O residencial tem mais de 7 mil pessoas.