Olha aí!
Na coluna de sexta-feira passada, revelei a estranheza, não só minha, como também de observadores políticos, sobre a indicação do deputado federal Pedro Fernandes (PTB/MA) para o cargo de ministro do Trabalho. Mas por que a estranheza? No Maranhão, Fernandes é aliado do governador Flávio Dino (PCdoB), que por sua vez é adversário de José Sarney e do próprio presidente Temer, ambos do PMDB, além de defensor intransigente do ex-presidente Lula (PT). Desse modo, como Fernandes se encaixaria no governo federal? Pois bem. Ontem, veio o que não era descartado. Temer desistiu de nomear Pedro Fernandes que, segundo a Folha de S.Paulo, teria sido vetado pelo ex-senador José Sarney. O PTB foi solicitado a indicar outro nome. Na verdade, esse Ministério é uma “bomba” nessa época de reforma da lei trabalhista. Só causa desgaste a quem assumir. Talvez não tenha sido ruim para Fernandes, que este ano vai tentar eleger o seu filho deputado federal.
E...
O ex-presidente José Sarney teria negado que tenha vetado o nome de Pedro Fernandes para o Ministério do Trabalho. Afirma que não foi consultado e nem vetou. José Sarney lembrou que não vetou o nome de Flávio Dino quando foi indicado para a Embratur. É verdade que a ligação de Fernandes com Flávio Dino e o seu voto contra o impeachment de Dilma Rousseff eram um agravante, mas foi o veto de Sarney que bateu o martelo.
Melou
A não ida de Pedro Fernandes para o Ministério do Trabalho atinge o segundo suplente da coligação, Davi Alves Silva Jr (PR), que já estava com o terno engomado para assumir a cadeira. O primeiro suplente é Alberto Filho (PMDB), que está no exercício do mandato em substituição ao ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV).
Automático
Foi sepultado na tarde de ontem o corpo do presidente da Assembleia Legislativa, Humberto Coutinho (PDT), que morreu em Caxias na noite de segunda-feira, vítima de câncer. O vice-presidente, Othelino Neto (PCdoB), assume, de forma automática e definitiva, o comando da Assembleia Legislativa. Projeto de Resolução Legislativa nº 049/2017, de autoria do deputado Roberto Costa (PMDB), prevê que, em caso de vacância do cargo de presidente assume definitivamente o 1º vice-presidente, sem necessidade de nova eleição. O mandato vai até dia 31 de janeiro de 2019. Mas nesta quinta-feira (4), às 10h, a Assembleia realizará um procedimento administrativo para oficializar a condução de Othelino Neto à presidência da Casa.
Suplência
O deputado Rafael Leitoa (PDT), primeiro suplente na chapa que elegeu o deputado Humberto, será efetivado na função, assumindo de forma definitiva o cargo. O segundo suplente, Fernando Furtado (PCdoB), também tomará posse na vaga do deputado licenciado Neto Evangelista (PSDB), já que é o primeiro na ordem de sucessão, após Rafael Leitoa.
Lamenta
O deputado federal Deoclides Macedo (PDT) lamentou a morte do presidente da Assembleia Legislativa, Humberto Coutinho. Em nota, o parlamentar disse que “é com profundo pesar que lamento o falecimento do companheiro de partido, Dr. Humberto de Araújo Coutinho, ex-vereador, ex-prefeito e deputado; presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão”. De acordo com o parlamentar, “o Estado perde um grande líder, com uma importante trajetória política”.
Lamarck
A cidade amanheceu triste, ontem. No início da madrugada faleceu, em Barretos-SP, o advogado e ex-presidente da Câmara, José Lamarck de Andrade Lima. Aos 79 anos, ele estava lutando contra câncer de pulmão desde outubro do ano passado. Lamarck era da Assessoria Jurídica da Câmara. O corpo chega hoje e será velado na Igreja de Santa Teresa. Foi um pedido que fez à esposa, Dona Conceição.
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