Revolta

Os prefeitos entraram em estado de desespero. Contavam com uma grana extra no final de ano para pagamento do funcionalismo público, por exemplo, e levaram uma cruzeta do presidente Michel Temer, que “prometeu como sem falta, para faltar como sem dúvida”, como costuma dizer o jornalista Marcelo Rodrigues. São R$ 2 bilhões do Auxílio Financeiro aos Municípios (AFM). Para os 217 municípios do Maranhão, seriam R$ 83 milhões. De acordo com a Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM), sem o recurso extra “as prefeituras voltam à situação de colapso financeiro”. A Associação Tocantinense de Municípios (ATM) manifestou “profunda decepção, frustração e repúdio”. A entidade observa que dezenas de prefeitos do Tocantins tiveram seus planejamentos referentes ao encerramento financeiro do exercício prejudicados. “Os gestores confiaram na palavra do presidente Michel Temer de que os recursos entrariam em 2017. Porém, se veem agora sem a garantia dos recursos e com os compromissos de fim de ano comprometidos com a falta de palavra dos representantes do Governo Federal”. No final da tarde desta sexta-feira, 29, por meio de Medida Provisória o presidente Michel Temer liberou o recurso extra de R$ 2 bilhões, mas o texto traz, expressamente, que o dinheiro fará parte do exercício financeiro de 2018. 

De cima pra baixo

Os interesses nacionais devem influenciar nas definições de coligações partidárias no Maranhão. Com a ida do deputado Pedro Fernandes para o Ministério do Trabalho, será se o PTB ainda vai ficar com o PCdoB do governador Flávio Dino, que é adversário de Temer? O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, é inimigo da esquerda. O DEM e o PSB também ficam? Do outro lado, será difícil a reedição da aliança PMDB-PT. O partido de Lula deve bater o martelo em apoio a Flávio Dino, hoje um dos maiores defensores da pré-candidatura do ex-presidente da República. É aguardar...

Disputa

Não será fácil para o governador Flávio Dino escolher o seu segundo candidato ao Senado. É briga de foice entre os partidos que querem emplacar seus candidatos com o apoio do PCdoB. Há o PPS com Eliziane Gama; o PSB com Zé Reinaldo; o Avante tem o deputado Waldir Maranhão e agora surge o PT com Márcio Jardim. Se fosse escolher pelas pesquisas, hoje Zé Reinaldo seria o escolhido. Tranquilo está o PDT, que já emplacou Weverton Rocha.

Imbróglio

Conversando ontem com um vereador, ele informou que ainda não acabou o imbróglio da eleição da presidência da Câmara. Se houver uma reviravolta, ele acredita que a eleição poderá acontecer somente no meio ou final do ano de 2018. O pleito foi antecipado e aconteceu no último dia 12, somente com as presenças dos 11 vereadores que apoiam a reeleição do presidente Zé Carlos. A oposição alega que seria necessário o quorum de 2/3, ou seja, 14 vereadores.

Prefeitura X Caema

Não é de hoje que, por um motivo ou outro, a relação entre a Prefeitura {permissionária} e a Caema {concessionária} fica azedada. Na maioria das vezes, depois de algumas tratativas, a coisa se resolve sem alardes, outras nem tanto. Embora a companhia de saneamento exerça suas atividades em Imperatriz em regime de concessão, às vezes parece esquecer-se disso, e sem explicações que se possa compreender, por ação ou omissão, termina atrapalhando alguns projetos da Prefeitura, provocando até prejuízos.

Birra?

Agora mesmo, pelo que a coluna apurou, a Prefeitura enfrenta uma situação administrativa relativa a um projeto de esgotamento sanitário, financiado pelo Ministério das Cidades. A companhia estaria se negando a ceder para a Prefeitura o projeto técnico, apesar dos múltiplos apelos já feitos. A Prefeitura pode perder cerca de 25 milhões de reais {em contrato} por causa desse perrengue. Há quem diga que a questão da Caema com a Prefeitura é pura birra política, e com isso quem sai perdendo é a população.