Sem entender
Ontem, observadores políticos faziam indagações em torno da nomeação do deputado federal maranhense Pedro Fernandes (PTB) para o Ministério do Trabalho, ocupando a vaga do seu colega de partido Ronaldo Nogueira (RS). Fernandes, que já foi secretário de Educação no Governo Roseana, hoje é aliado do governador Flávio Dino (PCdoB). O seu filho, Pedro Lucas, vereador de São Luís, é filiado ao PCdoB e atualmente ocupa cargo na prefeitura da capital, comandada por Edivaldo Holanda Jr. Como se sabe, Flávio Dino é defensor do ex-presidente Lula (PT) e não simpatiza com o presidente Temer, que é do MDB, partido de seus adversários Sarney e Roseana. Então, como deixar emplacar no Ministério um aliado de adversário? Ou é um jogo para puxar o PTB na eleição estadual, fazendo aliança com o MDB, ou Temer não está muito preocupado com a eleição do Maranhão, e sim com o apoio do PTB para ajudar a garantir a governabilidade. É aguardar...
Suplente
A cadeira de Pedro Fernandes na Câmara dos Deputados será ocupada pelo suplente Davi Alves Jr. Nas eleições de 2014, o PTB de Fernandes fez coligação com o PR de Davizinho e ainda o MDB, DEM, PV e PRB. O suplente obteve 63.706 votos (2,07%). O primeiro é Alberto Filho (MDB), que está no lugar do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV).
Volta
Davi Jr. tem data marcada para voltar à suplência. No final de março do próximo ano o ministro Sarney Filho deixará o cargo para ser candidato a senador e reassume o mandato de deputado, saindo Davi Jr. Alberto Filho é que fica na vaga de Pedro Fernandes. Mas Sarney Filho poderia se licenciar para prestigiar Davizinho, contanto que o apoiasse para o Senado. Mas isso é outra história...
Fora
O deputado Pedro Fernandes não será candidato à reeleição, em 2018. Por isso que foi aceito para ser ministro, porque o presidente Temer não quer mais nomear quem pretende ser candidato. Pedro Fernandes está abrindo mão da reeleição para apoiar o filho, Pedro Lucas Fernandes, vereador de primeiro mandato em São Luís.
Reação
Diante das críticas dos governadores, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou que “a reação daqueles que querem continuar omitindo a participação do Governo Federal nas ações resultantes de financiamentos obtidos junto aos bancos públicos só se justifica pela intenção de buscar resultados eleitorais exclusivamente para si”. Acrescentou que “estes defendem a equivocada tese de que quem recebe financiamentos pratica ações de Governo e que quem os concede, não”. E encerrou com declarações mais duras: “Em 2018, governadores e deputados federais, estaduais e distritais disputam a reeleição. Temendo perder votos, evitam se envolver em temas espinhosos e pouco consensuais, como a reforma da Previdência, para não desagradar os eleitores”.
FPM
O último repasse do ano do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) é de R$ 2,3 bilhões – valor com a retenção do Fundeb. Este valor, referente ao 3º decêndio do mês de dezembro, entrou nas contas da Prefeituras nessa quinta-feira, 28. O valor bruto – somado a dedução do Fundeb – é de R$ 2,9 bilhões. De acordo coma área de Estudos Técnicos da Confederação Nacional de Municípios (CNM), o 3º decêndio de dezembro de 2017, comparado ao mesmo período em 2016, teve um crescimento de 15,05% em termos nominais - sem considerar os efeitos da inflação. A soma dos três decêndios apresentou um aumento de 3,58%, em comparação com o ano anterior. Já em valores reais – quando se leva em consideração a inflação - o repasse do 3º decêndio em relação ao mesmo decêndio de 2016 apresentou um aumento de 12,25%. O acumulado dos três decêndios desse mês apontou crescimento de 1,06%, em relação ao ano anterior.
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