Imbróglio

A eleição da Câmara Municipal de Imperatriz está a caminho da judicialização. Somente 11 dos 21 vereadores compareceram para participar da eleição, marcada para a manhã de ontem. Os vereadores do grupo adversário da chapa do presidente José Carlos se ausentaram para evitar a eleição, porque o Regimento Interno reza que para ter eleição são necessários, no mínimo, 14 vereadores em plenário, ou seja, 2/3 dos que compõem a Casa. O pleito foi realizado apenas com a presença de 11 vereadores.  Logo após o fim da sessão, apareceu o vereador e advogado João Francisco Silva e solicitou a ata. A intenção do grupo é recorrer à justiça para anular a eleição. Houve comentários de que o Regimento havia sido modificado. Os aliados de José Carlos acreditam que não acontecerá a anulação. O certo é que o imbróglio está formado e resta esperar uma decisão judicial.

E...

Qual o interesse do grupo em impedir que a eleição fosse realizada ontem? Como estava em desvantagem, procurou postergar para tentar conquistar algum vereador aliado do presidente José Carlos. Só que isso dificilmente aconteceria. O Grupo dos 11 está fechado. Alguns sofreram fortes “cantadas”, mas resistiram. A expectativa agora é saber se, anulada a eleição, ainda será  realizada em dezembro ou somente no próximo ano, como a princípio estava marcada. A eleição foi antecipada em um ano. Do atual mandato, Zé Carlos ainda tem todo o ano de 2018. O eleito só assume em janeiro de 2019.

Mantida

A base de apoio ao prefeito Assis Ramos está rachada, com alguns apoiando o presidente Zé Carlos. Mas isso não significa que após a eleição eles ficarão contra o governo. O “rompimento” é apenas na disputa pela presidência da Câmara. Os vereadores são Ditola Castro, Bebé Taxista, Teresinha Soares, Alberto Souza, Antonio Pimentel e Irmã Telma.

Relembrando

Em 2014, a Câmara de Imperatriz viveu esse mesmo processo de antecipação da eleição da Mesa Diretora. O vereador João Silva, na época líder do governo, propôs ao presidente interino Esmerahdson de Pinho (Hamilton Miranda se encontrava em tratamento de saúde) esse pedido, assinado pelo vereador Antonio Pimentel. Esmerahdson consultou o setor jurídico da Casa e acatou o pedido, incluindo na pauta. O plenário votou e aprovou. O resultado foi a eleição de José Carlos. A antecipação não pegou de “calça curta” o outro grupo. Às pressas, a oposição montou uma chapa, encabelada por Carlos Hermes, mas apenas para cumprir tabela.

Filiação

Em nota divulgada à imprensa, ontem, a juíza aposentada Maria das Graças Carvalho de Souza Magalhães (Dra. Graça) informou que nessa quarta-feira, 13, se filiou ao partido PODEMOS, a convite da presidente estadual Maura Jorge, havendo gravado propaganda partidária que irá ao ar na próxima segunda-feira, dia 18, o que representa incentivo e valorização, importantes numa democracia.

Motivo

Pré-candidata a deputada federal, Dra. Graça esclareceu que saiu do PSB porque o partido estava dividido entre a sua candidatura e a do ex-prefeito Ildon Marques. “O Diretório local estava comigo, enquanto o presidente do Diretório Estadual, Luciano Leitoa, após a aliança feita entre Ildon e o governador, me virou as costas, não me dando mais apoio, e não atendendo sequer as minhas ligações, o que me causou desconforto, pois entendo que não se faz política desrespeitando as pessoas e não aceito esse tipo de tratamento”, explicou Dra. Graça.