Bandeira branca
O prefeito Assis Ramos (PMDB) e o ex-prefeito Sebastião Madeira (PSDB) fumaram o cachimbo da paz. Ultimamente os dois vinham trocando farpas. Qualquer questão administrativa abordada por Assis em relação à administração passada, Madeira reagia com respostas nas redes sociais. Ontem, durante o seu discurso na solenidade de entrega de 920 casas do Residencial Teotônio Vilela, o prefeito abordou o assunto e, para surpresa das centenas de presentes, chamou Madeira para uma aliança político-administrativa “para o bem de Imperatriz”. Pouco tempo antes de irem para a solenidade, os dois conversaram, num encontro articulado pelo senador Edison Lobão na casa do ex-prefeito Ildon Marques. Ainda no seu discurso, Assis chegou a brincar, dizendo que precisava ficar atento porque senão Madeira voltava para a cadeira do Palácio Renato Moreira. O ex-prefeito prontamente negou que tenha a pretensão de disputar o cargo, que exerceu durante oito anos consecutivos.
E...
Pelos rumos que vem tomando a movimentação política em direção a 2018, se confirmada a aliança entre o prefeito Assis Ramos e os ex-prefeitos Madeira e Ildon Marques, poderia até surgir a possibilidade de Roseana Sarney abrir mão da candidatura para que o candidato fosse o senador Roberto Rocha. Aliás, nos meios políticos já há especulação de que Rocha seria uma opção para liderar uma forte coalizão para enfrentar o governador Flávio Dino. É aguardar.
Elogio
Durante o seu discurso, o ex-prefeito Sebastião Madeira fez elogio à administração do prefeito Assis Ramos. Observou que ultimamente está ficando mais em Brasília e quando vem a Imperatriz encontra “uma cidade limpa”. E afirmou que “administrar Imperatriz é carregar o mundo nas costas”.
Ausente
Embora estando na região, o governador Flávio Dino não participou da solenidade de entrega do residencial do programa Minha Casa, Minha Vida. Ele cumpriu agenda em São Pedro d’Água Branca, Vila Nova dos Martírios e Cidelândia. Foi representado pelo gerente regional da Caema, Rafael Heringer.
Prego batido
Depois da visita das lideranças tucanas nacionais ao seu gabinete, ficou definido que Roberto Rocha vai mesmo para o PSDB. Sem espaço no PSB, aliado do PCdoB, ele voltará ao ninho tucano para disputar o governo do Estado. Só falta definir a data da filiação. Com isso, não será reeditada a aliança PCdoB-PSDB no Maranhão. O vice-governador Carlos Brandão, se quiser continuar na chapa comunista, terá que procurar outro. E o seu destino deverá ser o DEM, partido que já vem se aproximando do Palácio dos Leões.
Mas...
Como as decisões são de cima para baixo, corre o risco do DEM não fazer aliança com o PCdoB. Em nível nacional, o Democratas está sintonizado com o PSDB. Se não lançar candidato próprio, pode fazer aliança com os tucanos para apoiar Alckmin ou Dória à Presidência da República. Assim, não permitiria uma aliança com o PCdoB, que apoiará Lula ou outro nome que o PT lançar.
Olha aí!
Comenta-se que a suplente de deputada federal e ex-candidata a prefeita, Rosângela Curado, poderá trocar o PDT pelo PR. Uma das lideranças do partido no estado é o deputado estadual Josimar de Maranhãozinho. A mudança não significaria que Rosângela trocaria de grupo, porque o PR deve integrar a aliança liderada pelo PCdoB.
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