Reforma política

De acordo com informação da Agência Câmara, a presidente da comissão especial que analisa a proposta de emenda à Constituição que acaba com as coligações de partidos nas eleições proporcionais, deputada Renata Abreu (Podemos-SP), disse que o colegiado, de certa forma, depende de uma decisão da  Comissão Especial da Reforma Política sobre o sistema eleitoral que vai vigorar para as próximas eleições. Isso porque, caso o “distritão” prevaleça para as eleições de deputados, as coligações não fariam mais sentido mesmo. Hoje, o sistema é proporcional. Ou seja, os eleitores votam em deputados; mas os votos dos candidatos de todos os partidos coligados são somados. Na prática, os eleitores ordenam uma lista dos mais votados em cada coligação. O total de vagas de cada coligação é dado por um número mínimo de votos que cada eleito deve ter, que é dado pelo total de votos válidos dividido pelo total de vagas. Este sistema garante que minorias sejam representadas porque elas, justamente, são ajudadas pelos votos dos companheiros de partido ou da coligação. O problema é que muitas vezes o eleitor vota no partido A e ajuda a eleger o candidato do partido B, mas não sabe disso. O “distritão” prevê que os candidatos mais votados em cada estado sejam efetivamente eleitos. Ou seja, não há transferência de votos. Portanto, tanto os partidos quanto as coligações perdem importância.

Caladinhos

A ex-candidata a prefeita e suplente de deputada, Rosângela Curado, ainda não anunciou se volta a concorrer à Câmara Federal ou à Assembleia Legislativa, nas eleições do próximo ano. Ou mesmo se fica fora do pleito. No momento, a odontóloga cuida da sua clínica, inaugurada recentemente. Na mesma situação está o ex-prefeito e também suplente de deputado federal, Ildon Marques. Os concorrentes rezam para que fiquem de fora, porque são detentores de uma boa fatia do bolo eleitoral de Imperatriz.  

Confiante

A ex-governadora Roseana Sarney não assusta. Quem garante é o secretário de Articulação Política e Comunicação do governo do estado e presidente estadual do PCdoB, Márcio Jerry, em entrevista ao jornalista Carlos Gaby. Como se vê, o otimismo é grande no Palácio dos Leões quanto à reeleição do governador Flávio Dino, em 2018.   

Veja só!

Os senadores Roberto Rocha (PSB) e João Alberto (PMDB) estão “debaixo de vara” porque votaram contra a cassação do mandato do senador Aécio Neves (PSDB). Mas o engraçado é que a maioria dos algozes defende nada mais nada menos que Luís Inácio Lula da Silva e demais petistas. É como diz o velho ditado: “O sujo falando do mal lavado”.  

Notícia boa

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, fechou o mês de junho com resultado negativo (deflação) de 0,23%, o primeiro registrado em 11 anos. O resultado é o mais baixo para o mês de junho desde o início do Plano Real e o primeiro resultado mensal negativo desde 2006, quando foi registrada deflação de 0,21%. Em agosto de 1998, a taxa atingiu -0,51%.

Cavalgada

Hoje acontece a tradicional cavalgada, que marca a abertura da Expoimp. Como não poderia deixar de ser, as inúteis polêmicas de décadas. Discutem até por causa das “cagadas” dos animais. É um evento importante. Movimenta a cidade. Beneficia o comércio, os hotéis e restaurantes. Vendedores ambulantes também faturam.     

Será?

Ontem, a imprensa da capital noticiou que uma servidora da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) foi exonerada porque denunciou regalias à detenta Cícera Teotônio, no presídio de Davinópolis. Até festa era feita. Por conta disso, a justiça determinou a transferência da detenta para o presídio de Balsas. Cícera é acusada de matar o ex-marido, Pedro Ventura.