Prego batido

Ontem, um destacado músico informou que estaria sendo articulado um movimento no sentido de que o presidente da Fundação Cultural de Imperatriz (FCI), Chiquinho França, recue da sua decisão de deixar o cargo neste final de mês. O problema é que já não depende mais de França, e sim do prefeito Assis Ramos, que aceitou o pedido de demissão e já escolheu o substituto, o ex-vereador José Carneiro dos Santos, mais conhecido como Buzuca. Ele será submetido a sabatina hoje, terça-feira, na Câmara Municipal e, pelo que se observa, não terá restrição dos vereadores. A posse deve ocorrer  no início de julho. Chiquinho pediu para sair porque entendeu que não vinha obtendo respaldo junto ao chefe do Executivo. A questão é que no serviço público a coisa não é como se pensa e as expectativas, às vezes fora da realidade, terminam frustradas. Foram apenas seis meses. Pouco tempo. Será se não faltou paciência? Agora é tarde...

E...

O Governo Assis Ramos pode sofrer a segunda baixa. Um secretário já teria decidido entregar o cargo. A coluna não divulgará o nome, ainda, porque ontem não obteve confirmação. Mas é praticamente certa a saída. Aguardar.  

Aliança 

A decisão do  presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto de Sousa (PMDB),  de arquivar processo contra Aécio Neves (PSDB), pode ter amarrado uma aliança  dos dois partidos  no Maranhão, para as eleições de 2018.  Agora, para que isso aconteça é preciso que a Executiva nacional tucana mexa no comando estadual da sigla, tirando da presidência o vice-governador Carlos Brandão, que deseja reeditar a aliança PCdoB-PSDB. Saindo Brandão, assumiria a Presidência  o ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Torres Madeira, que não tem restrição quanto a uma coligação com o PMDB, até porque já avisou que não seguirá o governador Flávio Dino na sua  campanha pela reeleição. 

De volta?

Caso deixe o DEM, do qual é o presidente municipal, para onde iria o ex-vereador Esmerahdson de Pinho?  Eleito vereador pelo PSDB, ele deixou a sigla sonhando em ser candidato a prefeito. E para isso não havia espaço no ninho. Então, se filiou ao DEM, mas não conseguiu emplacar a candidatura ao palácio Renato Moreira, tendo mesmo que disputar a reeleição. Porém, não conseguiu continuar na Câmara. Esmerahdson estaria pegando o caminho de volta para o PSDB, de onde nunca deveria ter saído. Resta saber se vai desfrutar do mesmo prestígio que tinha junto ao cacique Madeira. 

Na disputa 

A ex-prefeita Maura Jorge não está brincando. Ela percorre o Maranhão  fazendo visitas a lideranças políticas e confirmando sua pré-candidatura a governadora. Ontem estava em Imperatriz e visitou O PROGRESSO. Diz ser a alternativa para os eleitores que não desejam votar “no passado e nem no presente”.  Ela é ex-prefeita de Lago da Pedra e filiada ao PODEMOS, antigo Partido Trabalhista Nacional (PTN).

Defesa

Ontem, o governador Flávio Dino voltou a usar as redes sociais para defender o ex-presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva. Ele destacou que o instituto de pesquisa Datafolha “mostra o presidente Lula como eixo civilizacional da política. Torná-lo inelegível sem causa justa jogará o país em aventuras. Toda a Nação e o mundo estão vendo o preço que estamos pagando pela aventura do impeachment inconstitucional. Não é hora de mais imprudência”.

Perda de cargo

Um projeto de lei do senador Cristovam Buarque (PPS-DF) torna automática a perda da função ou cargo para agentes públicos condenados por corrupção passiva. Atualmente, os agentes só perdem a função e outros benefícios, como salário, se a condenação for igual ou superior a um ano de prisão e se o juiz tornar a punição explícita na sentença. Cristovam Buarque explica que o objetivo do projeto é corrigir uma falha jurídica, além de atender os anseios da sociedade no combate a corrupção. Na opinião do senador, é comum que agentes públicos usem seus cargos e funções para cometer crimes de corrupção e, mesmo depois de condenados, continuem recebendo salários e outros benefícios. A proposta está em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.