Aprovado
Depois de dois dias de muita polêmica, ontem a Câmara Municipal de Imperatriz aprovou o projeto de lei que concede reajuste salarial aos servidores da Educação. Prevaleceu a proposta da prefeitura, de 6,29%. A proposta de vereadores de oposição, com apoio do sindicato, era de 7,64%. Houve protestos dos professores, que lotaram as galerias e os corredores da Câmara. Eles prometem realizar uma greve, mas não existe a possibilidade da prefeitura voltar atrás. O aumento já vale para o salário deste mês. Já o vale alimentação subiu de R$ 220 para 240. Houve um impacto significativo na folha de pagamento, por isso a prefeitura alega que não há a possibilidade de conceder um reajuste maior. Correria o risco de atrasar o pagamento. O percentual de 6,29% é o mesmo concedido às outras categorias de servidores do Município.
Murchou
Na sessão de terça-feira, o projeto de lei não foi votado porque os vereadores do G-9 conseguiram adiamento para que tentassem convencer o prefeito Assis Ramos a elevar o percentual de 6,29%. O grupo tem oito vereadores da base governista e um da oposição, e não concordava com a proposta do Executivo. Ontem, quatro do G-9 recuaram e votaram a favor do projeto – Ditola Castro, Adhemar Jr., Bebé Taxista e Fábio Hernandez. Já Ricardo Seidel, Maura Barroso e Irmã Telma se retiraram do plenário. Zesiel Ribeiro e Pedro Gomes votaram contra o reajuste de 6,29%.
Placar
O projeto foi aprovado por 12 a 2. A exemplo dos citados acima, também se retiraram do plenário os vereadores Carlos Hermes, Rildo Amaral e Aurélio do PT. O presidente da Casa, José Carlos Barros, não votou. Só votaria em caso de empate. Os vereadores que deixaram o plenário queriam que o valor do vale alimentação fosse votado em destaque, ou seja, separado do reajuste do salário. É que eles eram contra o percentual de 6,29%, mas a favor do aumento proposto para o vale alimentação.
Racha
Com a votação de ontem, dificilmente o G-9 vai manter a unidade. Logo na primeira prova de fogo se dividiu. E quem ficou contra o Executivo poderá ter o espaço restringido junto ao Palácio Renato Moreira, havendo até a possibilidade de ocorrer baixa na base governista, que mesmo assim continuaria com maioria e se tornaria mais sólida.
Será?
Segundo comentários nos corredores da Câmara, apadrinhados de vereadores que votaram contra o Executivo correm o risco de receber cartão vermelho, deixando de receber o mensalinho da “viúva”.
Opinião
O governador Flávio Dino se posicionou contrário à decisão do presidente Michel Temer de acionar as Forças Armadas para combater o vandalismo em Brasília. Para ele, “usar o Exército para mandar recado a opositores é hediondo, em um país que viveu uma ditadura com torturas, censura, cassações e mortes. As memórias de Rubens Paiva, Herzog, Covas, Marighella, Zuzu Angel, Ulysses Guimarães e outros perseguidos pela ditadura merecem respeito”. Flávio Dino também se manifestou favorável a eleições diretas. “Somente um sistema político revigorado e legitimado com o voto popular pode nos dar verdadeira estabilidade. Por isso apoio Diretas Já. Política se esfarelou. Se dissolveu. Isso é péssimo para o Brasil. Inclusive para os que acham que estão ‘no poder’. Não adianta gritar contra abusos, supostos ou reais, em investigações. Somente sistema político forte pode conter apetites fascistas”.
Morte
Na sessão de ontem, o plenário da Assembleia Legislativa do Maranhão fez um minuto de silêncio pelo falecimento do prefeito de Presidente Vargas, Herialdo Pelúcio, em São Luís. Ele estava internado havia uma semana devido a câncer de pulmão. Descobriu que estava com a doença logo após o resultado das eleições de outubro do ano passado. Natural de Fortaleza, tinha 61 anos e foi eleito com 51,98% dos votos válidos. Assume o vice-prefeito Wellington Uchôa (PEN).
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