Infiel
Com os “aliados” que tem, o prefeito Assis Ramos não está precisando de oposição na Câmara. A exemplo do que aconteceu em relação ao Decreto 27, ontem a base de sustentação voltou a se posicionar contra matéria do Executivo. O G-9, que tem pelo menos oito vereadores que se dizem da base, não deixou que fosse votado o projeto que concede reajuste salarial de 6,26% para os servidores da Educação. Na terça-feira houve uma reunião entre o prefeito e os vereadores e a expectativa era de que o projeto seria votado ontem. Só que o vereador Carlos Hermes apresentou um pedido para que o projeto não fosse colocado em votação para que haja mais discussões entre a Câmara, STEEI e Executivo. O pedido foi aprovado por 13 a 8. Todos os vereadores do G-9 foram favoráveis ao adiamento da votação, numa clara demonstração de que o bloco governista não é sólido. O sindicato quer pelo menos 7,64%, mas a prefeitura alega que se conceder um reajuste maior do que está propondo corre o risco de não ter condições de pagar os salários.
Olha aí!
O vereador João Francisco Silva reclamou que os vereadores da base são uma coisa na frente do prefeito, já na Câmara são outra. “Tem que ter caráter e dizer que não apoia o prefeito, que não serve para fazer parte da base”, afirmou Silva, arrancando a ira dos vereadores que fazem parte do G-9. Silva comentou que os vereadores que não estão correspondendo deveriam entregar os cargos que são ocupados por pessoas indicadas por eles. Silva sabe o que diz...
E...
O vereador Manoel da Conceição (Bebé Taxista) disse que renuncia ao mandato se ficar provado que tem alguém na prefeitura indicado por ele.
Será?
Para viabilizar o aumento do percentual de 6,29% proposto pela prefeitura, alguns vereadores teriam sugerido que fosse reduzido o Vale Alimentação de 240 para 220 reais. Só que isso iria atingir todos os servidores do Município, e não apenas a classe da Educação. Por isso que o vereador João Silva conclamou os integrantes das demais categorias para que se façam presentes à sessão de hoje.
Interessante
O prefeito Assis Ramos está tendo mais apoio dos vereadores do PDT, historicamente adversário do PMDB, do que daqueles que se dizem aliados. Na votação de ontem sobre o adiamento da votação do reajuste salarial dos professores, os três – Antonio Pimentel, Paulinho Lobão e Alberto Souza votaram – se posicionaram contra. Queriam a votação ontem, e com o percentual proposto pela prefeitura.
Direito
A propósito da decisão do Tribunal de Justiça em manter a sua condenação, o ex-prefeito Sebastião Torres Madeira (PSDB) alega que não lhe foi dada oportunidade de direito de defesa. Ele observa que a sessão de julgamento do processo estava agendada para acontecer na manhã do dia 11 de maio de 2017, pela Primeira Câmara Cível, mas a desembargadora-relatora, Ângela Salazar, solicitou a retirada do processo da pauta, ficando a nova data para o dia 25 de maio (hoje), quando seria feita a defesa oral de Madeira. Mas 7 dias antes da nova data, por razões que a defesa do ex-prefeito diz desconhecer, o processo foi colocado na pauta da sessão de julgamento do dia 18 de maio. A defesa de Madeira alega que não sabia, e por isso não esteve presente na sessão. O ex-prefeito promete recorrer.
Disputa
Três chapas disputam a eleição da presidente da Associação dos Moradores do Habitacional Sebastião Régis. São Wanderley Rodrigues (nº 12), Patrícia Alves (40) e Ducivan Sousa (20). A eleição será dia 4 de junho. Há vários políticos de olho no significativo bolo eleitoral do Sebastião Régis, onde moram mais de seis mil pessoas.
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