Imbróglio
Ontem, servidores públicos municipais de Imperatriz lotaram as galerias da Câmara para pressionar os vereadores a votarem contra o Decreto 27 do Poder Executivo que, segundo eles, retira direitos adquiridos. Como era uma audiência pública, a matéria não poderia ser votada. Decidiu-se pelo encerramento da mesma e a abertura de uma sessão normal para a votação do decreto. Mas depois de um acordo com representantes do STEEI e de outros sindicatos, ficou decidido que a matéria seria colocada em votação na próxima terça-feira. Mas aliados do prefeito Assis Ramos iriam aconselhá-lo a desistir do decreto, porque se for a votação certamente será rejeitado. E é isso que foi sentido ontem, quando vereadores da própria base de sustentação do Governo Assis Ramos usaram a tribuna para se declarar contrários ao decreto. Para a assessoria jurídica do Município, não haverá prejuízo para os servidores, pelo contrário, as demais categorias terão benefícios que só a classe do magistério tem. Mas não é isso que eles entendem. É aguardar o próximo capítulo.
Aliados de momento
O prefeito Assis Ramos não pode jogar confiado na sua bancada de vereadores. Quase todos não aguentam pressão popular, como se viu na audiência pública de ontem. Não é uma base sólida. Na hora do aperto, corre e deixa o prefeito sozinho. Na verdade, vereador só quer aparecer ao lado de prefeito nos momentos bons. Quando percebe água no barco, trata de pular. E assim está acontecendo. Assis Ramos será derrotado nessa questão do Decreto 27.
Desgaste
Com uma administração contestada, embora tenha apenas cinco meses, o prefeito Assis Ramos está cometendo o erro de mexer em questões polêmicas no momento. Primeiro, deveria fazer a administração deslanchar e, consequentemente, ganhar o apoio popular. Depois é que poderia tratar de questões de repercussão, como o Decreto 27. O momento não é propício e só está acumulando desgaste. Ele e sua equipe deveriam repensar a forma de agir.
É o jogo
Vereadores de oposição, como Rildo Amaral, Aurélio do PT e Carlos Hermes, como não são bestas, aproveitaram as galerias lotadas para tirar proveito político. Enquanto alguns jogaram água no fogo, eles colocavam mais lenha. E ganhavam aplausos. Souberam armar o palanque...
Bico quebrado
Assim como vascaíno não pode zoar flamenguista, agora tucano não está podendo apontar o dedo para petista. Foi devastadora a bomba que caiu sobre o PSDB, por conta da acusação contra o senador Aécio Neves, apontado em delação premiada como recebedor de propina de R$ 2 milhões da JBS. Os petistas estão em festa, embora também enlameados.
E...
Brasília está em chamas, e não tem bombeiro que consiga debelá-las...
Será?
Observadores políticos acreditam que o problema com Aécio Neves enfraquece a luta do ex-prefeito Sebastião Madeira na busca pelo comando do PSDB no Maranhão, hoje presidido pelo vice-governador Carlos Brandão. Aécio, que se afasta do comando nacional da sigla, apoiaria Madeira na disputa pelo ninho tucano. E agora?
Ele disse
“A solução para a grave crise atual deve dar-se no absoluto respeito à Constituição. É preciso saber com maior exatidão os fatos que afetaram tão profundamente nosso sistema político e causaram tanta indignação e decepção. É preciso dar publicidade às gravações e ao fundamento das acusações”. Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, tucano-mor.
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