Ética e valor moral
Sob o título Somos diferentes, colunas e blogs exploraram esta semana uma declaração dada pelo subprocurador geral da República, Nicolau Dino, ao jornal Folha de São Paulo, onde o contexto trata das diferenças no perfil ou personalidade existente entre irmãos, quando se trata das escolhas de qual caminho seguir. Ele disse: “Os valores que eu defendo me acompanham desde que eu ingressei na vida pública como procurador da República. Por outro lado, nesta mesma toada, somos pessoas diferentes e com identidades diferentes. Tenho dito que nado não apenas em raias diferentes, mas em piscinas diferentes. Minha vida pública como procurador da República em nada interfere na vida dele como político e vice-versa. Não vejo como misturar essas estações”. Pois bem, quem abordou o assunto o fez ao sabor do viés político de seus interesses. Ontem, Nicolau distribuiu nota repudiando as interpretações de blogueiros supostamente ligados à família Sarney. Eis: “Conheço, como irmão, sua postura ética e seus bons valores morais”, afirmou na defesa do governador do Maranhão, recentemente acusado por delator. “Considero lamentável a manipulação feita por alguns veículos de comunicação (…) tentando atribuir a mim um suposto juízo de censura a Flávio Dino. Não o fiz”. Lembra que ter vidas públicas diferentes não implica comparação de valores morais de um e outro e encerra afirmando que “tudo mais que se tentou extrair de minha fala se insere no terreno do inadmissível da especulação e da maledicência”.
Perdeu, ‘playboy’
No melhor estilo “tô nem aí”, prefeitos da região pisaram feio na bola ao não participarem do XI Reunião do Parlamento Amazônico, realizado ontem na Câmara de Vereadores de Imperatriz. Não dá nem para alegar a falta de comunicação, vez que o assunto foi amplamente divulgado, ou falta de convite, já que o encontro era público. A verdade é que a exposição e discussão de temas como o custo da educação e da emancipação de estados e municípios na nossa região mostrou a importância e oportunidade do evento.
Ainda vai
O plenário do TSE mandou PT, PMDB e mais 5 partidos, DEM, PSOL, PSTU, PSL e PTC devolverem mais de R$ 7 milhões ao erário. A decisão certamente vai resultar em perdão, porque senão vira calote. Advogados dos partidos já afirmaram não saber de onde as agremiações vão retirar os recursos a serem devolvidos, já que as cotas do Fundo Partidário deste ano não podem ser usadas para isso e, desde 2015, as legendas enfrentam restrições no recebimento de doações feitas por pessoas jurídicas.
É boa a farra
Como se vê, é boa a farra com o dinheiro do contribuinte. O Fundo Partidário acaba sendo uma ofensa aos milhões ao povo. Imagina que o país tem mais de 13 milhões de desempregados e uns poucos abnegados que sequer servem para administrar a utilização correta de um dinheiro que deveria ser utilizado de outra maneira.
Outra vergonha
Durante a votação da reforma da Previdência e da reforma trabalhista, ministros deixaram temporariamente seus cargos e reassumiram como deputados para votar a favor do governo. Na hora de pedir votos, óleo de peroba para afirmarem ao povo que, eleitos, irão defender seus interesses. No bem bom do Planalto, o interesse é outro.
Greve Geral
Convocando para hoje, Greve Geral. Dois assuntos merecem a atenção do consumidor. Um, quem deixar de pagar conta com vencimento hoje vai pagar os juros e/ou multas estipulados, mesmo que os bancos estejam fechados, como promete o sindicato ligado ao setor; outra: as companhias aéreas não cobrarão multas ou remarcações para passageiros que deixarem de viajar hoje.
Roberto Rocha
Indicado como um dos palestrantes para o XI Reunião do Parlamento Amazônico, o senador Roberto Rocha não veio. Sua assessoria distribuiu whatsapp desculpando a ausência por conta das votações ocorridas. Se não custa lembrar que o senador viria a Imperatriz no voo que sai de Brasília a 1 hora, não precisa perguntar se ocorreu votação durante a madrugada.
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