Sem racha
Está sendo comentado que estaria havendo uma crise entre os Poderes Executivo e Legislativo imperatrizenses. O que há, na verdade, são manifestações naturais de parlamentares, que não significam ameaça de rompimento. Os Poderes são independentes e harmônicos. O presidente da Câmara, José Carlos Soares Barros, afirmou na manhã de ontem, em conversa com o colunista, que não está tendo divergência com o prefeito Assis Ramos, observando que “sou aliado, mas não capacho”, ou seja, está livre para expressar o seu pensamento. O pronunciamento de Zé Carlos na terça-feira foi entendido como um rompimento, mas ele nega. Apenas se manifestou em defesa da colega Fátima Avelino, atualmente secretária de Desenvolvimento Social, em função da polêmica sobre o problema no seletivo e a consequente anulação do mesmo. Assis Ramos tem 16 dos 21 vereadores integrando a sua bancada.
E...
Agora é preciso que haja mais habilidade dos interlocutores entre o Executivo e o Legislativo. Assis Ramos está iniciando na política e há a necessidade de pessoas experientes para ajudá-lo a manter um diálogo melhor com os vereadores. E nessa hora faz falta um nome como o do ex-vereador Joel Gomes Costa, que exerceu cinco mandatos.
Nada demais
Não se entende o motivo de alguns, especialmente políticos, se incomodarem com a medida tomada pelo prefeito Assis Ramos ao anular o seletivo da Secretaria de Desenvolvimento Social. Acham que a secretária Fátima Avelino foi “constrangida”. Observa-se que em nenhum momento o prefeito tenha culpado a secretária. Ele apenas entendeu que o problema “contaminou” o seletivo e, para evitar injustiça com as pessoas inscritas, resolveu pela anulação.
Assim é
Na verdade, é preciso entender que as coisas estão mudando no país, não cabendo mais a prática da velha política. O prefeito está tentando ser diferente, cortando “jeitinhos”, vícios nada decentes. E aí causa incômodo naqueles que ainda persistem em fazer política fugindo da sua verdadeira atribuição.
Defesa
“Não pedi nem recebi. Não atendi interesse da Odebrecht. Projeto, que não é meu, jamais foi votado. Basta ver no site da Câmara. O projeto de lei é de autoria de 32 deputados de 9 partidos. Não me incluo nessa lista de autores. Fui designado Relator do projeto sobre proteção de investimentos em Cuba contra Estados Unidos. Mas jamais apresentei parecer, voto, nada. Investimentos em Cuba mereciam proteção legal contra Estados Unidos. Mas não concordei com texto do projeto. Disso que me acusam? Tudo que afirmo sobre projeto de lei acerca de proteção a investimentos em Cuba contra Estados Unidos consta do site da Câmara. Projeto de lei de 2007 tramita há 10 anos e nunca foi votado. Nunca escrevi uma linha na tramitação do projeto. Basta consultar o site da Câmara”. A afirmação é do governador Flávio Dino ao se manifestar sobre a inclusão do seu nome na lista da Lava-Jato.
Defesa II
O deputado José Reinaldo Tavares (PSB) disse em nota que “não foi referido por nenhum dos muitos delatores da Odebrecht, que apenas se referiram à suposta conduta de um auxiliar seu, quando exerceu o cargo de governador do Maranhão, mandato encerrado em 31/12/06. Embora surpreso com a inclusão de seu nome entre os investigados, o deputado mantém-se absolutamente tranquilo, confiante na justiça brasileira, e manifesta sua absoluta convicção que a apuração demonstrará sua inocência.”
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