Zangado

Ontem, o vereador Manoel Conceição de Almeida, o Bebé Taxista, usou a tribuna para, mais uma vez, fazer duras críticas ao secretário de Trânsito, Leandro Braga. Ele relatou que um táxi-lotação,  transportando uma senhora grávida, foi interceptado por uma viatura da SETRAN de forma brusca, levando o motorista a perder o controle do carro e atingir um motoqueiro. Além disso, a grávida levou um grande susto. Bebé não culpou os agentes pelas ações, especialmente contra táxi-lotação, pois estão apenas cumprindo apenas determinação. Pediu ao secretário que “tenha mais prudência em suas determinações”. Bebé defende a legalização do táxi-lotação e ultimamente tem entrado em rota de colisão com o  secretário, que não o recebe mais em seu gabinete. “Ele tem a obrigação de receber os vereadores”, observou Bebé. O vereador Paulinho Lobão se colocou à disposição do colega para acompanhá-lo em uma visita ao secretário. Bebé respondeu que só irá à Setran quando o secretário for outro.  Já o vereador Chiquim da Diferro afirmou que é bem recebido por Leandro Braga.   

Firmes

Nas redes sociais surgiram comentários de que pelo menos três vereadores da base governista estariam insatisfeitos com o prefeito Assis Ramos e poderiam romper. Durante a sessão de ontem, a coluna procurou os vereadores Paulinho Lobão (PDT), Bebé Taxista (PEN) e Fábio Hernandez (PCS) e todos desmentiram a informação. Dizem que não existe motivo para romper com o prefeito.    

Devagar

Vereador de oposição, Rildo Amaral criticou o ritmo da operação tapa-buracos. Segundo ele, se não for aumentado o número de equipes, “em 2018 não terá resultados”, numa alusão à entrevista  do prefeito de  que  “o resultado das minhas ações será visto a partir de 2018”. Rildo anunciou que está pensando em apresentar um projeto de lei, mesmo que seja inconstitucional, proibindo a cobrança de IPTU em locais que não tenham  infraestrutura. O vereador ressaltou que não vai apenas criticar a administração municipal. Também reconhecerá as ações positivas. 

Olha aí!

Perguntado se terá dinheiro para a recuperação das ruas, o prefeito Assis Ramos acabou revelando um rombo na Secretaria de Fazenda:  “Estamos nos virando, fazendo projetos, nos apegando a tantos quantos podem e querem nos ajudar. Cortamos gastos e estamos enfrentando agora um sangradouro de quase 20 anos que já pode ter devorado os recursos que cobririam todas as necessidades da nossa gente. Estou falando de um esquema gigantesco de desvio do dinheiro do povo de Imperatriz que se instalou dentro da Secretaria da Fazenda e atravessou cinco mandatos. Não ficavam para o município nem 30% dos tributos pagos para a prefeitura. Logo de início nós detectamos esse esquema, estamos apurando e estancando esse vazamento, e vamos ver o que se pode recuperar do muito que foi surrupiado”.

Reforma

A proposta de reforma trabalhista recebeu  840 emendas dos deputados, e o relator da projeto, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), promete apresentar seu parecer antes do feriado da Páscoa, nos dias 12 ou 13 de abril. Ele avalia que a votação da matéria na comissão especial será no início de maio. Rogério Marinho se disse surpreso com o grande número de emendas, mas garantiu que continuará ouvindo a sociedade civil nas próximas audiências públicas e colhendo sugestões.

João Lisboa

Nesta quinta-feira, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, desembargador Raimundo Barros, e o juiz Glender Malheiros Guimarães, titular da 58ª zona eleitoral, comandam audiência pública sobre o recadastramento biométrico dos eleitores de João Lisboa, em que estão convidados a participar lideranças partidárias, imprensa, população e demais interessados no assunto. A audiência pública ocorrerá a partir das 10h no auditório do Fórum Desembargador Nicolau Dino, no bairro Mutirão. O recadastramento obrigatório está se dando desde o dia 13 de março e seguirá até 13 de junho, com atendimento de segunda a sexta, das 8h às 18h, no fórum eleitoral. João Lisboa possui atualmente 20.660 eleitores e população de pouco mais de 23 mil, segundo estimativa do IBGE.